MATO GROSSO
Sesp seleciona entidades para compor o Comitê de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) abriu um processo seletivo para seleção pública de organizações da sociedade civil para compor o Comitê de Estado de Prevenção e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Cetrap-MT). O edital foi publicado na edição desta quarta-feira (15.06) no Diário Oficial do Estado.
A inscrição é gratuita e deve ser feita de forma presencial pelo representante legal da organização interessada do dia 26 deste mês e até 11 agosto das 14h às 18h, na própria sede da secretaria de segurança. Estão disponíveis 15 vagas, sendo cada uma contando com um representante titular e um suplente de cada organização.
As instituições devem estar em atividade há pelo menos dois anos e atuar na mesma temática ou voltada a Direitos Humanos e vão compor o Cetrap durante o triênio de 2022 a 2025. Aquelas com sede fora do estado ou que estejam submetidas ao regime público têm a participação vedada nesta seleção.
Conforme o edital, a assembleia de eleição será realizada no dia 28 de julho às 14h e a posse dos eleitos está marcada para às 14h do dia 11 de agosto, ambos os atos serão realizados na sala de crise da secretaria. A secretaria de segurança está localizada na Júlio Domingos de Campos s/n, Centro Político Administrativo, Cuiabá-MT.
Uma comissão eleitoral foi criada para coordenar todos os processos relacionados a seleção das candidatas e pode ser consultada pelo telefone (65) 3613-5561 ou por e-mail: cetrap@sesp.mt.gov.br.
Acesse o edital completo, clicando aqui.
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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