AGRONEGÓCIO
SUGESTÃO DE PAUTA: Encerramento Circuito Aprosoja
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SUGESTÃO DE PAUTA: Encerramento Circuito Aprosoja
Nesta segunda-feira (06) às 19h, em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf
03/06/2022
Após percorrer 28 municípios, o Circuito Aprosoja encerra o ciclo de palestras em Cuiabá, nesta segunda-feira (06), às 19h, no Buffet Leila Malouf. Em sua décima sexta edição, o evento teve recorde de público e superou a presença de 8 mil participantes, entre produtores, estudantes, empresários e sociedade em geral. As palestras ficaram por conta do comentarista político, Caio Coppolla, com um debate político, econômico e jurídico.
De acordo com o presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore, o evento superou as expectativas. “Chegamos na reta final do Circuito Aprosoja com a mesma intensidade que no começo. Vários fatores influenciaram esse sucesso. O Caio Coppolla é uma unanimidade no assunto, além disso o trabalho que vem sendo feito pela Aprosoja, atendendo o produtor, ouvindo a base e transformando as demandas em ações, mostra o motivo dos eventos lotados”, frisa Cadore.
O Circuito Aprosoja, em dois meses de evento percorreu cerca de 7 mil quilômetros pelas regiões Norte, Leste, Oeste e Sul, totalizando 28 municípios.
Serviço:
O que: Encerramento Circuito Aprosoja
Quando: 06.06.2022
Horário: 19H
Local: Buffet Leila Malouf, Rodovia Helder Cândia, 2044 – Ribeirão do Lipa, Cuiabá.
AGRONEGÓCIO
Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo
A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.
O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.
O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.
A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.
Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.
A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.
Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.
A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.
Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.
O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.
Fonte: Pensar Agro
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