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Autor de feminicídio de jovem em Araputanga é condenado a 27 anos em tribunal do júri

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O autor do feminicídio da jovem Dennilla Cris Dantas Barbosa, 19 anos, assassinada em Araputanga no dia 16 de junho do ano passado, foi condenado pelo Tribunal do Júri da comarca local a 27 anos de prisão pelo crime. 

O estudante de odontologia de 24 anos, natural de Fortaleza (CE), foi denunciado pelo Ministério Público Estadual após o inquérito conduzido pela Polícia Civil apurar o homicídio qualificado cometido contra a jovem. O estudante alegou não aceitar o término do relacionamento à distância que mantinha com a vítima. 

A investigação apurou que ele premeditou o crime antes de chegar à cidade de Araputanga. G.E.A.A foi preso em flagrante em Cuiabá, depois que a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionada em apoio à Delegacia de Araputanga.

Ele foi localizado nas dependências de um centro de comércio popular no bairro do Porto, onde fazia uma compra tranquilamente, na manhã do dia 17 de junho. No local, ele também comercializou em uma das bancas do centro comercial, o notebook que havia dado de presente à vítima na ocasião do relacionamento entre ambos e que levou dela após cometer o homicídio. 

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Confissão 

Durante depoimento na sede da DHPP, na Capital, ao delegado Caio Fernando Albuquerque, o estudante confessou o crime e disse que em razão do término do relacionamento com a vítima e querendo entender o motivo e conversar com Dennila, ele resolveu vir a Mato Grosso. Ele estava em Araputanga desde o dia 14 de junho, uam segunda-feira, mas disse que somente na quarta-feira é que ‘tomou coragem’ de procurá-la. Antes porém, foi até um supermercado da cidade, onde fez compras, inclusive de uma faca que usou para cometer o crime. 

Ainda em depoimento, o autor do crime relatou que a vítima não o esperava e após ambos conversarem ‘normalmente’, ele se aproveitou quando ela foi ao banheiro e olhou o computador da vítima, onde afirma ter visto conversas de Dennila com outra pessoa. Nesse momento, ele declarou ao delegado que ficou ‘cego’ e atacou a vítima. Em seguida, se lavou, mas deixou a residência com sangue nas vestes e no corpo. Ele alega que levou o computador porque iria continuar a leitura das mensagens.

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Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa e por ser praticado contra mulher em situação de violência doméstica, caraterizando feminicídio. 

Crime 

Dennila foi encontrada pela mãe, no chão do quarto de sua residência, no centro de Araputanga. O corpo apresentava golpes causados por objeto cortante na região do pescoço e no braço direito.

Durante as diligências coordenadas pelo delegado de Araputaga, Hebert Yuri Figueiredo Rezende, os policiais civis apuraram que uma pessoa estava no mesmo dia do crime insistentemente procurando condução para uma cidade vizinha e que depois teria vindo para a Capital.

Os investigadores levantaram as informações do suspeito e chegaram à identificação do estudante de Fortaleza. De acordo com o delegado de Araputanga, Herbert Yuri Figueiredo Rezende, o autor  cometeu o crime por não aceitar o término do relacionamento. Depois da prisão em Cuiabá, ele foi encaminhado para Araputanga.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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