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Polícia Civil representa por prisão preventiva de suspeito de matar mãe em Várzea Grande

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), representou pela prisão preventiva do suspeito de matar a própria e ocultar o corpo por vários dias, no apartamento em que moravam no bairro Imperador em Várzea Grande.

O suspeito, de 33 anos, filho da vítima, se apresentou espontaneamente, na noite de sexta-feira (26.05) na DHPP, onde foi interrogado pelo delegado Hércules Batista Gonçalves e confessou o crime.

Ele revelou que matou a mãe no dia 13 de maio, durante uma discussão e que estava sob o efeito de drogas no momento dos fatos. O corpo da vítima foi localizado pela equipe da DHPP na manhã de quinta-feira (26),

Segundo informações, a vítima residia no local há mais de 10 anos com seu filho e há alguns dias os vizinhos começaram a sentir um forte cheiro vindo do apartamento. Na quinta-feira, a síndica e o zelador foram até o apartamento, ocasião em que perguntaram para o suspeito sobre a sua mãe e ele disse que ela estava na cidade de Cáceres.

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Enquanto estavam no apartamento, as testemunhas o um pé sobre a cama, desconfiando que poderia se tratar da vítima, porém ficaram com medo e saíram do local, em seguida acionando a Polícia. Neste momento, o suspeito, percebendo que poderia ser descoberto, decidiu deixar o local, saindo do apartamento e trancando a porta.

A equipe da Polícia Militar esteve no local, sendo necessário arrombar a porta do aparamento, ocasião em que os policiais encontraram o corpo já em estado de decomposição avançado em cima da cama, enrolado por vários cobertores. O apartamento estava revirado, com roupas pelo chão e pratos de comidas e alimentos espalhados, além de indícios de uso de drogas no local.

As equipes policiais realizaram diligências para localizar o suspeito, porém sem êxito. O investigado se apresentou na DHPP no início da noite, sendo interrogado, e posteriormente liberado, conforme previsão legal de apresentação espontânea e uma vez que não havia ainda mandado de prisão decretado.

O delegado representou pela prisão preventiva do suspeito ao Poder Judiciário.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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