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Juiz mato-grossense será palestrante em evento do CNJ

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O juiz da 2ª Vara de Execuções Penais, Geraldo Fernandes Fidelis Neto, será um dos palestrantes da 1ª Atualização Regional em Monitoração Eletrônico. O evento, que é uma realização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Departamento Penitenciário Nacional (Depen), acontecerá entre os dias 13 e 15 de junho, de maneira virtual. O magistrado ainda participará nesta sexta-feira (27/5), às 15h, de reunião virtual que irá eleger e instituir a diretoria da Federação dos Conselhos da Comunidade de Mato Grosso (Feccomat).
 
O magistrado falará no dia 15 de junho, às 9h15, no painel “Violência doméstica e seus desafios na monitoração eletrônica”. Debatem com ele no painel a supervisora jurídica do Unodc, Marina Lacera e o consultor em audiência de custódia da Unodc, Vitor Neiva.
 
“Estou muito contente pelo convite e de representar o nosso Estado. Este encontro reunirá representantes do Nordeste, Centro Oeste e Amazonas, que debaterão diversos temas como: tratamento de incidentes e equipe multidisciplinar, papéis do sistema de justiça e intersetorialidade para qualificação da monitoração eletrônica, Resolução CNJ nº 412/2021 – bases legais e principiológicas da monitoração eletrônica entre outros assuntos”, conta.
 
Trabalho com recuperandos – O magistrado da 2ª Vara de Execuções Penais participou nesta quinta-feira (26/05) de reunião solicitada pela Pastoral Carcerária. O encontro teve o objetivo de discutir e debater os entraves apresentados na contratação e pagamento de recuperandos inseridos em frentes de trabalho nas unidades prisionais de Cuiabá e Várzea Grande. Participaram do encontro representantes da Associação Mais Liberdade, Escritório Social de Cuiabá, Fundação Nova Chance (Funac), Centro de Ressocialização de Cuiabá, Conselho da Comunidade de Cuiabá, Unidade Prisional Ahmenon Lemos Dantas e Penitenciaria Central do Estado.
 
“Foi relatado que trabalhadores recuperandos estão há alguns meses sem receber salário. Isso não pode acontecer, eles tem que trabalhar e receber dentro do que a lei permite. Não se trata de nenhuma pessoa como escravo. E os presos possuem direitos, afinal nenhuma pessoa perde dignidade”, afirma.
 
Segundo o juiz a falta de identificação por parte do recuperando é a principal causa. “Muitos não possuem documentos, e não podem abrir uma conta e ter sua vida civil regularizada. Então vamos regularizar a identificação de todos para sanar o problema o quanto antes”, ressalta.
 
“O Estado possui atualmente 23 conselhos, mas nem todos estão regulares, então a federação fará um trabalho de regularização e de criação de novos. Os Conselhos são órgãos de execução penal e eles fazem um trabalho importante de fiscalizar o cumprimento das penas, atenção à recuperação e ressocialização dos presos, para que os Direitos de cada indivíduo sejam observados. Eles também buscam políticas de ressocialização, parcerias com empresas para contratação e cuidam da saúde dos recuperando”, detalha.
 
O Conselho da Comunidade de Cuiabá inclusive foi essencial para a saúde dos presos durante a pandemia. “Eles cumpriram um importante papel buscando parcerias para ajudar a comunidade carcerária, todo aparato de segurança da saúde dos recuperando de Mato Grosso partiu das parcerias realizadas pelo conselho. Eles conseguiram IPIs, remédios e fiscalizaram a vacinação. Isso gerou um resultou muito positivo. De uma população de 12 mil pessoas presas, apenas seis morreram por covid-19. Um número considerável”, relembrou o magistrado.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
 
Foto 1: Imagem colorida. O juiz se reúne com representantes de diversas entidades em um círculo.
 
Larissa Klein
Assessoria de imprensa CGJ 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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