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Caminhada abre a programação de eventos em prol da Adoção

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Para dar visibilidade à causa da adoção na sociedade cuiabana aconteceu no último domingo (22/05), a Caminhada da Adoção, no Parque das Águas, em Cuiabá. O evento, que é uma realização da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara) e contou com o apoio do Poder Judiciário, reuniu cerca de 70 pessoas entre famílias adotivas, pretendentes, apoiadores e instituições que fazem de tudo para que o processo seja mais rápido e menos doloroso para ambos os lados.
 
O dia foi de muita diversão e interação principalmente entre as crianças que brincaram e participaram de dinâmicas. Com faixas, balões, camisetas e com muita alegria, as pessoas compartilham suas experiências e vitórias durante o processo de adoção, e também os desafios com quem estava no parque.
 
“Essa caminhada marca abertura da semana nacional da adoção, onde todos os grupos de apoio do Brasil estão realizando esse movimento. E o Poder Judiciário não poderia ficar de fora. E mais uma vez a caminhada, foi um sucesso, muita interação entre as famílias e as pessoas que gostam do tema adoção. E o evento é justamente para isso, chamar a atenção da sociedade sobre adoção, um tema tão importante para nós”, disse a secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Elaine Zorgetti Pereira.
 
A presidente da Ampara, Deise Guilem, destacou que a realização da caminhada em um espaço público é justamente para mostrar que as famílias adotivas existem, são legítimas, tem os mesmos direitos e devem ser respeitadas da mesma forma. “Um momento para desmistificar mitos, acabar com o preconceito, mostrar a diversidade familiar e fortalecer a vinculação afetiva por meio da adoção. Mostrar para pessoas que é possível amar mesmo quando não há laços sanguíneos. Quem sabe despertar nas pessoas, que tem o desejo de adotar, a procurarem a Ampara, para entender um pouco mais sobre o assunto. Além disso, também destacamos as adoções necessárias de crianças maiores e grupo de irmãos, um perfil que não é comum”, disse.
 
Para a diretora da Comissão Adoção Infância e Juventude do Instituto Brasileiro de Direito de Família (Ibdfam), Lindacir Rocha, ações como essa, que rompem com os mitos e preconceitos são necessárias. “Infelizmente ainda existem na sociedade. E com a caminhada trazemos além das pessoas envolvidas nesse ato de amor, que é a adoção, outra forma de constituir família. Não à toa estamos com faixas com frases como: adolescentes também amam. Sabemos que o perfil normalmente desejado ainda é de crianças até seis, sete anos, mas a realidade brasileira é de muitos adolescentes, e eles querem ter a oportunidade de chamar alguém de mãe e de pai. Nós também estamos entregando mudas de plantas para os participantes. Isso vai de encontro ao tema: família exige cuidados, assim como uma planta. Para quando ela crescer dar frutos, assim como nossos filhos e nossas crianças que aguardam uma família”, afirmou.
 
A juíza da 9ª Vara Criminal, Renata Evaristo Parreira, é mãe adotiva de dois meninos e aproveitou o domingo para vir com toda a família à caminhada. “Não poderíamos deixar de participar de ações que estimulam mais pessoas a aderirem à adoção. Adotar é uma experiência rica, cheia de amor, que tem as suas dificuldades, mas posso dizer com toda certeza é maravilhoso ser mãe de filhos do coração”.
 
Um das crianças que teve sua vida mudada pela adoção é Barbara Alves Pedroso Sadde, de 20 anos. “Tive o convívio com a minha família genitora e adotiva ao longo dos anos, até que aos 13 anos fiquei em definitivo com minha família adotiva, e isso mudou o rumo da minha vida, do meu futuro. Não sei onde estaria hoje. E assim como eu já fui, muitas crianças e adolescentes estão em busca de amor, carinho, de uma família. Ações como essas querem justamente instigar a população”, explicou Bárbara.
 
Já a funcionária pública, Viviane Mesquita, parou o passeio com a família para interagir com a caminhada. “Esse ato de fazer a caminhada, alertar as pessoas é imprescindível, têm muita gente que quer adotar, mas fica com receio da criança não adaptar, eu como mãe de uma criança com necessidades especiais falo que quando há amor se supera tudo. E adotar é um ato de generosidade e extremo amor. Eu convivo com muitos pais que adotaram crianças especiais, no decorrer da caminha perguntaram se gostaria de devolver elas e eles disseram que não, esse é o meu filho e vou até o fim. Eles se doam por completo, é uma coisa linda de se ver”, contou.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.  
Foto 1: colorida. Crianças, adolescentes e adultos caminham no Parque com faixa, balões e camisetas incentivando a adoção. Foto 2: colorida. Elaine da Ceja e voluntário seguram faixa com os dizeres: adolescentes também amam.
 
Larissa Klein  
Assessoria de imprensa CGJ
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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