POLÍCIA
Polícia Civil prende homem que matou mulher encontrada em veículo em Alta Floresta
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O homem identificado como autor do feminicídio de uma mulher encontrada morta dentro de um veículo na manhã desta quinta-feira (19.05) no município de Alta Floresta (803 km ao norte de Cuiabá) foi preso em flagrante pela Polícia Civil poucas horas depois do crime. A motivação do crime seria uma dívida de drogas.
Após ser identificado, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Alta Floresta, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de feminicídio, tentativa de destruição de cadáver e fraude processual (uma vez que tentou alterar a cena do crime).
O corpo da vítima, Aniely Alves de Souza, de 29 anos, foi localizado por volta de 08h50, parcialmente queimado, no interior de um veículo Toyota Corolla, estacionado na região central de Alta Floresta.
Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da Polícia Civil esteve no local, e durante os trabalhos uma das equipes verificou câmeras de segurança da região, identificando o momento em que a mulher chegou no veículo, estacionou em frente a uma residência e entrou pelo portão, enquanto outra pessoa ficou aguardando do lado de fora.
Em continuidade as diligências, os policiais entrevistaram o morador da casa que o veículo estava estacionado na frente, que durante a conversa apresentou bastante nervosismo ao responder as perguntas, apresentando diversas contradições.
Durante os questionamentos das informações apresentadas, o suspeito decidiu confessar o crime, revelando que matou a vítima com uma faca de serra em decorrência de uma dívida de drogas que ele tinha com ela.
Após a vítima cair no chão, o suspeito a colocou dentro do veículo e ateou fogo no corpo, que só não queimou tudo, pelo fato das portas terem sido fechadas evitando a entrada de oxigênio, extinguindo as chamas.
Diante das evidências, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Alta Floresta e após ser formalmente interrogado pelo delegado Thiago Marques Berger foi autuado em flagrante pelos crimes de feminicídio, tentativa de destruição de cadáver e fraude processual.
“A perícia preliminar realizada pela Politec apontou o uso de arma perfuro cortante na execução do crime, o que corrobora com a narrativa do suspeito, que foi preso em flagrante graças a rápida atuação da Polícia Civil na apuração dos fatos”, disse o delegado.
POLÍCIA
Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande
Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.
Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.
As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.
Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.
Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.
Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Vítima havia denunciado ameaças
Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.
De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.
Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.
Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.
Prisão preventiva
Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.
Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.
Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.
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