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Corpo de Bombeiros Militar firma parceria com a Esmagis para troca de conhecimento

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O Corpo de Bombeiros Militar (CBM) é o mais novo parceiro da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) para o compartilhamento de conhecimentos teóricos e experiências práticas nas diversas áreas do Direito. O objetivo do Termo de Cooperação Técnica n. 6/2022, assinado no dia 4 de abril, é a otimização e o aperfeiçoamento dos sistemas de Segurança Pública e Justiça Criminal no Estado.
 
O documento foi assinado pela presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Helena Póvoas, pelo secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante dos Santos, pelo diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Marcos Machado, e pelo comandante-geral do CBM, coronel Alessandro Borges Ferreira.
 
Segundo o coronel, a expectativa com relação à nova parceria é muito boa. “A nossa corporação tem buscado incessantemente o conhecimento, a qualificação, em todas as áreas. Essa é uma oportunidade para que tenhamos acesso a uma qualificação especializada, principalmente na área do direto ambiental, inclusive com a questão do poder de polícia administrativa para autuar proprietários rurais que cometem infrações ambientais na questão de incêndios, por exemplo”, ressalta.
 
O coronel Alessandro Ferreira salienta que a Escola da Magistratura vai contribuir na qualificação dos agentes do Corpo de Bombeiros. “Já existia parceria da Escola com a Sesp para a Polícia Militar e para a Polícia Judiciária Civil e o diretor da Esmagis, desembargador Marcos Machado, e a vice, desembargadora Helena Maria, tiveram essa iniciativa de convidar nossa instituição para participar desse convênio para ofertar conhecimento e qualificação ao CBM, fechando o ciclo e atingindo toda a segurança pública”, pontua. “Em razão da nossa ação na área ambiental ser muito forte, o convite partiu porque entenderam que era importante visto que temos atuação forte na área jurídica, na parte administrativa, com autuações, e na parte criminal, com termos de ocorrência.”
 
A vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, assinala que a Escola tem a missão de capacitar os magistrados em todas as áreas, como cível, criminal, de família, tributária, direito público, entre outros, e que por isso tem firmado termos de cooperação com várias escolas públicas, como esse com o Corpo de Bombeiros.
 
“Precisamos ensinar os juízes como funciona esse órgão, como ele atua, a expertise desses profissionais. O magistrado precisa saber um pouco de tudo. Podemos fazer muitos cursos juntos em relação às queimadas, ao fogo, ao meio ambiente de modo geral. É órgão que tem expertise na área e pode passar um pouco da sua experiência para os juízes. Essa parceria é excelente, vai trazer conhecimento para o juiz e o magistrado também pode passar para o Corpo de Bombeiros qual é a visão jurídica dessa situação concreta. Quem vai ganhar com isso é a população, que precisa do Judiciário. Ambas as escolas estão de parabéns e a parceria vai dar muito certo.”
 
A cooperação técnica consiste em desenvolver atividades pedagógicas de formação, capacitação e aperfeiçoamento realizadas pelo TJMT, SESP e Corpo de Bombeiros Militar, por meio da sua Diretoria de Ensino, Instrução e Pesquisa. As instituições vão prestar auxílio recíproco para a mobilização do público-alvo em cursos e eventos, entre os quais pesquisas, grupos de estudos, mesas de diálogos, palestras e debates.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1 – imagem do brasão da escola, quadrada, colorida em verde e dourado. Contém os textos: Esmagis-MT, 36 anos, desde 13.06.1985. Foto 2 – imagem retangular colorida do desembargador Marcos Machado vestido de preto. Ao fundo parede beje.
 
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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