CUIABÁ

MATO GROSSO

Mais de 100 adolescentes são atendidos em retomada dos Círculos de Construção de Paz em Rondonópolis

Publicados

MATO GROSSO

Com a retomada das atividades presenciais, ao menos 100 alunos do ensino fundamental de Rondonópolis participaram dos Círculos de Construção de Paz realizados pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), coordenado pelo juiz Wanderlei José dos Reis, com o apoio do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NUGJUR), presidido pela desembargadora Clarice Claudino da Silva. Os círculos buscam oferecer um ambiente de acolhimento, mas também de conscientização.
 
Em menos de um mês já foram realizados 4 encontros na Escola Estadual Ramiro Bernardo da Silva, entre os dias 27 de abril, 3, 9 e 19 de maio. O objetivo dos encontros é trazer temas do cotidiano vivenciado pelos participantes e abordar a superação das adversidades da vida, o exercício da tolerância, importância da amizade.
 
O juiz-coordenador, juiz Wanderlei José dos Reis, explicou que, mesmo na pandemia, os trabalhos continuaram, de forma virtual, mas com a retomada dos trabalhos presenciais acredita que o número de beneficiados deve ser maior.
 
“O Tribunal de Justiça, por intermédio do NUGJUR, deu continuidade aos Círculos, investindo em tecnologia e capacitação dos colaboradores nos momentos em que a sociedade mais padeceu, onde os conflitos estiveram mais ocultos, longe dos olhos, em decorrência do isolamento advindo da pandemia. Agora estamos em um novo tempo e o Núcleo segue com novas iniciativas. Os círculos são fantástico instrumento de pacificação de conflitos, com a colaboração dos heroicos facilitadores, a quem sempre”, afirmou.
 
Com técnicas apropriadas, os facilitadores identificam a existência de um conflito e quais suas possíveis causas, auxiliando os envolvidos a enxergarem suas responsabilidades, fazendo-os refletir sobre sua contribuição para o evento e para sua solução.
 
O diretor Escola, Jordan Costa Talon Moraes, elogiou a iniciativa e afirmou estar percebendo os resultados positivos da prática. Ele conta que, “com o pós-pandemia, situações adversas que não faziam parte do ambiente escolar surgiram, e ações como as do círculo de construção de paz têm nos dado suporte para solucionarmos os problemas e entraves, construindo, assim, um ambiente melhor, mais harmonioso”.
 
No encontro que ocorreu nesta quinta-feira (19), a facilitadora Neurani Pereira da Silva, ministrou o tema “tolerância” e comentou acerca da importância dos Círculos de Construção de Paz no ambiente escolar.
 
“Os círculos contribuem para construção de relacionamentos saudáveis, trazendo um senso de comunidade, colaborando com a prevenção de conflitos, resgatando o melhor de cada um e, principalmente, fazendo com que os alunos se sintam conhecidos, vistos e ouvidos com o coração”.
 
Os Círculos de Construção de Paz podem ser aplicados em comunidades, escolas, instituições públicas, privadas, famílias, sistema penitenciário, no socioeducativo, na rede de apoio psicossocial, comércio, hospitais etc. Os dirigentes das instituições mencionadas podem solicitar a realização diretamente nos CEJUSCs ou pelo portal do NUGJUR no seguinte endereço eletrônico: portalnugjur.tjmt.jus.br
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem1: fotografia colorida onde crianças aparecem em círculo com as mãos estendidas. O ângulo da imagem é de cima para baixo.
Imagem 2: fotografia colorida onde crianças aparecem posando à frente da sala com os facilitadores.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  MT Hemocentro convoca doadores de sangue para repor estoque; unidade abrirá neste sábado (24)
Propaganda

MATO GROSSO

Professor da UFMT é condenado por perseguição contra ex-companheira em Cuiabá

Publicados

em

Reprodução

O professor de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Saulo Tarso Rodrigues, foi condenado pela 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá pelo crime de perseguição contra a ex-companheira. A decisão fixou pena de 10 meses e 15 dias de prisão, em regime inicial aberto, além do pagamento de R$ 3 mil por danos morais.

De acordo com a sentença, o caso envolve episódios registrados em 2022, quando o professor teria enviado diversos e-mails à vítima, insistindo em retomar o contato mesmo após ela limitar a comunicação a assuntos relacionados aos filhos. Para a Justiça, as mensagens apresentavam caráter insistente e intimidatório.

A defesa questionou a validade dos e-mails e pediu a anulação de uma audiência, mas os argumentos foram rejeitados pelo magistrado, que considerou as provas suficientes para a condenação.

A pena foi suspensa por dois anos, mediante o cumprimento de condições impostas pela Justiça. O professor poderá recorrer da decisão em liberdade.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Nova versão: PJe recebe atualização e deve ficar indisponível neste sábado e domingo
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA