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Comarca de Primavera promove Oficina de Parentalidade e Divórcio em junho

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Com a finalidade de promover a pacificação social, minimizando os impactos negativos de um processo de divórcio, no âmbito emocional e estrutural das famílias, o Fórum de Primavera do Leste, por meio da Primeira Vara Cível (Vara de Família) e do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), realiza em junho a Oficina de Parentalidade e Divórcio.
 
O evento ocorrerá a partir das 18h30 do dia 02 de junho (quinta-feira) no auditório da Igreja Presbiteriana de Primavera do Leste, situada na Avenida São João, n. 951, bairro Jardim Riva. Os participantes são encaminhados pela Primeira Vara Cível da Comarca (que são partes do processo ou terceiros envolvidos como avós, tios, madrastas e padrastos) ou pelo Cejusc de Primavera (nos casos pré-processual).
 
A Oficina também será transmitida pelo canal oficial do Tribunal de Justiça no YouTube neste link . As partes que não moram na comarca e demais interessados no tema também podem assistir ao evento pelo YouTube.
 
“A proposta é que esse ex-casal faça uma reflexão sobre como o comportamento deles, como pais divorciados, pode afetar a criança. Alertar a eles que o conflito dos adultos nesse processo de separação não deve refletir na relação com a criança”, explica a juíza da Primeira Vara Cível de Primavera do Leste, Lidiane de Almeida Anastácio Pampado, uma das organizadoras da oficina.
 
A magistrada destaca que Oficina da Parentalidade é um programa educacional, preventivo e multidisciplinar, direcionado às famílias que enfrentam a fase de reestruturação familiar, motivada pela ruptura do laço conjugal dos pais, com o intuito de auxiliar todos os seus integrantes a superarem as eventuais dificuldades inerentes a esta fase, sem maiores traumas, sobretudo para as crianças ou adolescentes da família, por isso um dos temas abordados é alienação parental, quando um genitor influencia o filho/a filha a repudiar o outro genitor.
 
“As exposições realizadas no encontro visam promover a consciência dos papéis que o pai e a mãe desempenham na vida dos filhos, independentemente da quebra do vínculo marital. Todos os expositores que fazem as palestras do evento são voluntários e muito dedicados a esta nova Justiça, com olhar mais humanizado”, destaca a juíza. “Sem julgamentos, os expositores falam sobre pensão alimentícia, tipos de guardas, responsabilidades dos pais nessa nova configuração familiar entre outros temas.”
 
A Oficina foi projetada para ser executada em um único encontro, com explanações feitas por expositores (mediadores e conciliadores), apresentação de slides e vídeos, espaço para questionamentos e discussões, em que os sentimentos das partes são validados e os pais acolhidos, para que eles consigam chegar a acordos para convivência harmoniosa dessa família que terá uma nova formação.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Imagem – Banner do evento. Na parte superior esquerda ícone do YouTube do TJMT. Com dos dizeres “Oficina de parentalidade e divórcio”, do lado esquerdo há o desenho de três mãos: Duas maiores, uma da cor rosa e outra azul, no meio há uma mão pequena da cor branca. Assinam a peça Realização: Fórum de Primavera do Leste e os logos do Poder Judiciário de Mato Grosso e Cejusc.
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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