POLÍCIA
Polícia Civil resgata adolescente e prende duas irmãs por sequestro e cárcere privado
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Uma adolescente de 13 anos que havia desaparecido em Comodoro (644 km a oeste de Cuiabá), foi resgatada pela Polícia Civil, na terça-feira (10.05), no município de Campos de Júlio (553 km a noroeste da Capital).
Na ação, duas irmãs de 23 e 19 anos, foram presas em flagrante pelos crimes de sequestro e cárcere privado contra vítima menor de 18 anos.
As diligências inciaram logo após a Delegacia de Comodoro ser acionada para apurar uma ocorrência de desaparecimento de pessoa.
A mãe da menina informou que reside com a família na zona rural do município. Na segunda-feira (09), mãe e filha foram até a cidade fazer compras. Porém quando estavam dentro do mercado, a menor pediu para ir ao banheiro e depois desapareceu.
De imediato os policiais civis passaram a diligenciar e descobriram que a adolescente tinha sido aliciada por uma jovem de 23 anos, a qual foi até Comodoro para “pegar” a menor e levá-la até Juína.
Por meio das imagens captadas pelas câmeras de segurança instaladas próximas ao mercado, foi verificado que a menor saiu do local acompanhada de uma mulher. Ocasião em que ambas entraram em um táxi e seguiram para Campos de Júlio.
Com base nas informações foi solicitado apoio à Delegacia de Campos de Júlio, visando colaborar na identificação do paradeiro da menor. As investigações avançaram e na tarde de terça-feira (10), foi confirmado se tratar de um sequestro.
As equipes de Comodoro e Campos de Júlio, coordenados pelos delegados Ricardo Sarto e Eduardo Ribeiro, conseguiram localizar e resgatar a adolescente, a qual estava sendo mantida em cárcere privado dentro de uma quitinete na região central.
No endereço os policiais civis surpreenderam as duas irmãs, sendo uma delas a suspeita de 23 anos que havia entrado com a menor no táxi. No imóvel também havia outra criança de apenas 9 meses de vida, filha da maior de 19 anos.
Conforme investigação a jovem de 19 anos foi peça fundamental para esclarecimento do crime, tendo em vista que a mesma foi quem deu suporte a ação criminosa e alugou a casa para que elas ficassem escondidas.
O interior da quitinete apresentava muita sujeira, ambiente insalubre e sem estrutura para moradia, pois havia apenas um colchão no chão para as quatro pessoas dormirem.
Após libertar a vítima que foi entregue aos pais, as duas irmãs foram conduzidas para delegacia, interrogadas e autuadas em flagrante delito. Já a criança de 9 meses acompanhada do Conselho Tutelar ficou sob os cuidados do avô materno.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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