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Polícia Civil prende suspeitos com mais de 1.380 adesivos de LSD em Rondonópolis

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Dois homens flagrados com grande quantidade de droga sintética, avaliada em mais de R$ 40 mil, foram presos em flagrante pela Polícia civil, na quinta-feira (05.05), em ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá).

Os suspeitos de 19 e 28 anos foram flagrados com 1.381 selos da droga conhecida como “LSD” e foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, desobediência e resistência a prisão. Um dos suspeitos também foi reconhecido como autor de dois roubos ocorridos no município.

As diligências iniciaram após denúncia anônima sobre uma residência no bairro Jardim Itapuã que estaria sendo utilizada como esconderijo para autores de roubo e também para comercialização de entorpecentes.

Diante das informações, os policiais da Derf Rondonópolis realizaram o monitoramento do local, constatando a veracidade dos fatos, decidindo realizar a abordagem na residência. Durante a ação policial, um dos suspeitos tentou fugir, pulando o muro e correndo para a rua atrás da casa, aproveitando a fuga para quebrar o seu aparelho celular.

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Após perseguição, o suspeito foi detido pelos policiais, e questionado quanto ao motivo da fuga, confessou que havia drogas sintéticas em sua residência. No local, os policiais encontraram três cartelas de droga sintética, totalizando 1.381 selos de LSD.

Diante dos fatos, os dois suspeitos foram conduzidos à Derf Rondonópolis, onde após serem interrogados foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, desobediência e resistência.

Com a prisão dos suspeitos também foi possível solucionar dois crimes patrimoniais ocorridos na cidade, sendo um dos suspeitos reconhecidos pelas vítimas como autores do crime.

O suspeito, considerado extremamente violento, foi reconhecido como autor dos roubos cometidos em uma clínica de odontologia no bairro Jardim Primavera e em um estabelecimento comercial no bairro do Bajara. Em um dos casos o suspeito agrediu vítima como uma foice, chutou sua boca e ainda ameaçava cortar seu dedo, e chegou a atear fogo no veículo da vítima.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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