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Cinco pessoas foram presas em São José dos Quatro Marcos durante operação contra o tráfico de drogas

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Cinco pessoas, entre elas dois adolescentes, foram presas pela Polícia Civil, durante a primeira fase da operação “Razia”, deflagrada na sexta-feira (29.04), na região de fronteira visando o enfrentamento ao comércio de entorpecentes e outros crimes. A ação resultou na apreensão de grande quantidade de dinheiro, drogas e munições.

O trabalho policial foi desencadeado pela Delegacia de São José dos Quatro Marcos em conjunto com as Delegacias de Mirassol D’Oeste e Araputanga, para cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar contra dois endereços situados em São José dos Quatro Marcos.

As ordens judiciais foram expedidas após diligências integradas que resultaram na apuração do tráfico doméstico nas cidades situadas na região oeste do Estado de Mato Grosso. 

Os suspeitos maiores de idade foram autuado em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo ou munição. Já os dois adolescentes responderão ato infracional análogo aos mesmos delitos de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Conforme o delegado de São José dos Quatro Marcos, Jean Paulo Nascimento, a investigação tem como foco atividades criminosas praticadas por uma facção que atua no tráfico de drogas, e em outros crimes correlatos.

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“Estamos em um trabalho integrado e coordenado entre as três delegacias da Polícia Civil para atuar na repressão aos crimes praticados pela organização criminosa com o objetivo de fortalecer a segurança pública na região da fronteira com a Bolívia”, destacou o delegado.

No primeiro endereço alvo da ordem judicial, dois suspeitos tentaram fugir assim que perceberam a presença dos policiais civis nas viaturas se aproximando do local. Ambos pularam os muros das residências vizinhas. No entanto acabaram sendo detidos no cerco policial, bem como um deles assumiu ser o dono da droga apreendida na casa. 

Já no segundo endereço, no bairro Jardim Popular, outros dois suspeitos de 23 e 18 anos foram presos em flagrante, após serem surpreendidos na posse de 10 munições de calibre 38, uma porção grande de pasta base de cocaína e mais de R$ 1,5 mil. 

Com os suspeitos a equipe encontrou também duas cartas manuscritas por um custodiado do Sistema Penitenciário, que seria remetida para um preso da Penitenciária Central do Estado. A carta pedia orientações sobre como funcionavam as regras da facção. 

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As investigações continuam com objetivo de identificar e prender outros indivíduos integrantes da organização criminosa instalada na região. 

O nome da operação vem do significado de “razia” que remete à malefícios contra valores materiais  praticados por grupo contra a coletividade, ou seja, as ações da facção criminosa que resultam em criminalidade praticada contra a sociedade.

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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