MATO GROSSO
Procon encontra variação de até 194% no preço dos ovos de Páscoa durante fiscalização
MATO GROSSO
Em pesquisa de monitoramento de preços de chocolates e ovos de Páscoa, o Procon Estadual de Mato Grosso, vinculado à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), encontrou variação de preço de até 194% para o mesmo produto.
O levantamento foi realizado em estabelecimentos da região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, no período de 06 a 09 de abril. No total, foram visitados 17 supermercados e analisado material publicitário (folheto) de duas lojas especializadas.
Foram pesquisados os preços de cerca de 200 produtos entre barras de chocolates, ovos tradicionais, ovos com item não comestível, bombons e outros tipos de chocolates. Na pesquisa foi calculado o preço para cada grama (1g) do produto.
O ovo de Páscoa Rocklets Arcor, de 205 gramas, por exemplo, pode ser encontrado por R$ 39,90 em um local e por R$ 117,69 em outro estabelecimento. Isso corresponde a uma economia de R$ 77,79, se o consumidor optar pelo menor preço. A diferença é de 194,96% entre o valor menor e o maior valor.
Uma caixa de bombons “Especialidades Nestlé” (251g) é vendida por R$ 7,99 no local mais em conta e R$ 16,99 no supermercado mais caro. Ou seja, o consumidor pode economizar nove reais se escolher o mais barato. A variação é de 112,64%.

A economia pode ser maior, de R$ 75,09, para o ovo de Páscoa Zero Lactose (150g), que foi encontrado por R$ 42,60 (o mais barato) e R$ 117,69 (o mais caro). Uma variação de 176,27% entre o menor e o maior valor praticado.
O secretário adjunto do Procon-MT, Edmundo Taques, alerta sobre a importância de se planejar as compras e os gastos antecipadamente. “Consultar a pesquisa do Procon pode auxiliar a identificar os estabelecimentos que praticam os melhores preços. Os consumidores precisam ser realistas com os valores que podem gastar sem comprometer seu orçamento e sem se endividar. Em época de inflação e preços altos, toda a economia é bem-vinda”, explica Taques.
Com relação ao preço do grama do chocolate no formato Ovo de Páscoa Tradicional, a média dos valores cobrados varia de R$ 0,14 a R$ 0,41. Já a média do grama do chocolate de Ovos de Páscoa com a inclusão de item não comestível varia de R$ 0,24 a R$ 0,81.
Na forma de barra e caixa de bombons, os preços dos produtos em média se apresentam equivalentes, sem diferenças significativas entre as marcas.
Dentro da mesma marca, para os chocolates comercializados em supermercados, foi constatada significativa diferença entre o chocolate comercializado no formato “barra” e no formato “ovo de Páscoa”. A diferença pode variar de R$ 0,08/1g para a barra até R$ 0,29/1g para o ovo de Páscoa. Se não forem consideradas as marcas, a diferença é de R$ 0,07/1g para a barra até R$ 0,29/1g para o ovo de Páscoa.
A fiscal de Defesa do Consumidor do Procon-MT, que realizou a pesquisa, Elisiane Guibor, salienta que o levantamento serve como exemplo para o consumidor da variação de produtos entre diversos estabelecimentos. “Indica, também, que é possível economizar quando o consumidor realiza a pesquisa de preços”, ressalta Elisiane.
Veja aqui o relatório da ação e as tabelas com os preços dos produtos pesquisados.
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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