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Mandante e executores de homicídio de idoso investigado pela Polícia Civil são condenados a 20 anos de prisão

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Os criminosos envolvidos no homicídio de Benedito Pio de Siqueira, assassinado em março de 2020, em Várzea Grande, crime investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá foram condenados em Tribunal do Júri realizado na última semana.

Os quatro indiciados no inquérito e denunciados pelo Ministério Público Estadual foram condenados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e participação em organização criminosa. Três deles pegaram 20 anos de reclusão e um a 19 anos de condenação, todos em regime inicialmente fechado.

Crime

O corpo de Benedito Pio, de 71 anos, foi encontrado em uma área de chácaras, próxima ao rio Cuiabá, na manhã do dia 03 de março de 2020. Ele tinha um bar no Jardim das Oliveiras e era morador antigo do bairro de Várzea Grande.

A polícia foi acionada por moradores, quando crianças brincavam de soltar pipas e avistaram o corpo, que estava encoberto por galhos e folhas. A vítima apresentava ferimentos na parte lateral da cabeça. O corpo foi reconhecido por um irmão de Benedito Pio.

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Investigação

A equipe do delegado Olímpio da Cunha Fernandes Júnior que um dos condenados, que era “disciplina” de uma facção criminosa, deu ordem para que a vítima, morador antigo do local, fosse morta, pois seria um suposto colaborador da polícia.

Três dos condenados sequestraram a vítima em sua chácara, a torturaram e depois a mataram a golpes de faca, sem que o idoso pudesse ter qualquer defesa.

A investigação identificou ainda a participação de um adolescente no crime, cuja apuração do ato infracional foi remetida à Delegacia Especializada do Adolescente de Várzea Grande.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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