POLÍCIA
Traficante e criminosos envolvidos em extorsão mediante sequestro em Tabaporã são presos em operação em Sinop
POLÍCIA
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop (499 km a norte de Cuiabá), deflagrou na manhã desta terça-feira (05.04), a segunda fase da Operação Reditus, com alvo em criminosos com passagens criminais e que continuam atuando na prática de crimes.
Além das ordens judiciais cumpridas, a ação resultou na prisão em flagrante de três criminosos envolvidos em crime de extorsão mediante sequestro ocorrido durante a madrugada na cidade de Tabaporã.
A operação teve a primeira fase deflagrada na semana passada, sendo cumpridos até o momento 10 ordens judiciais, quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão, um deles contra um suspeito de envolvimento em crime de roubo de cargas, tráfico de drogas e homicídio e também em cinco endereços ligados ao tráfico de drogas.
Um dos alvos da operação, envolvido com o crime de tráfico de drogas, dias atrás estava transitando em um veículo pela BR com um comparsa de carona, sendo ocasião em que foram abordados por uma equipe da PRF, sendo apreendidos mais de 10 Tabletes de maconha no veículo.
Durante a revista veicular, os suspeitos aproveitaram para fugir do local. Durante as diligências realizadas pela Polícia Civil, o suspeito que conduzia o veículo apreendido pela PRF foi identificado, sendo posteriormente reconhecido pelos policiais da PRF que atuaram na ocorrência.
Diante dos fatos, foi representado pela expedição de mandado de busca e apreensão e de prisão na casa do suspeito, os quais foram deferidos pelo Juízo da 4° Vara Criminal de Sinop. Durante o cumprimento dos mandados, nesta terça-feira (05), o suspeito foi localizado, sendo apreendido com ele diversas porções de drogas, balança de precisão, papel filme e outros apetrechos, que confirmam o envolvimento dele com o tráfico de drogas.
Extorsão mediante sequestro – Tabaporã
Ainda durante as diligências da Operação “Reditus”, os policiais receberam a notícia que na madrugada dessa terça-feira sobre um crime de extorsão mediante sequestro, ocorrido na cidade de Tabaporã, próximo de Sinop-MT.
Para praticar o crime, os suspeitos renderam a Gerente do Banco Sicredi da cidade e passaram a exigir quantia em dinheiro, porém durante a execução do crime os suspeitos foram descobertos e acabaram fugindo da cidade.
Na cidade de Americana, entre Sinop e Tabaporã, foram apreendidas duas adolescentes que estavam em um veículo prata dando apoio aos demais suspeitos envolvidos no crime de extorsão mediante sequestro.
Após troca de informações entre as delegacias de Tabaporã e Derf Sinop, foi levantada a informação de que os suspeitos estavam escondidos em uma casa, nas proximidades da UPA André Maggi em Sinop.
Diante das denúncias, os policiais que estavam na operação, coordenados pelos delegados Ugo Ângelo Reck de Mendonça e Paulo César Brambila, foram até o local, para verificação, ocasião em que perceberam os suspeitos no interior da casa.
Nome da operação
Reditus refere-se a situação de alguns suspeitos que já estavam usando tornozeleira eletrônica pela prática de crimes e foram novamente presos “retornado” ao Presídio Local, além da referência ao ditado popular “aqui se faz aqui se paga”, que remete a conhecida máxima popular da “Lei do Retorno”.
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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