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Grupo de Estudos da Magistratura debate quatro temas relevantes nesta sexta-feira

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Estudos relevantes de temas com pouca discussão na comunidade jurídica brasileira são apresentados nesta sexta-feira (1º de abril), durante a reunião do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) em Sorriso. A ação integra o Encontro Regional da Magistratura de Mato Grosso, evento realizado pela Escola Superior da Magistratura com objetivo de proporcionar troca de experiências e aprimoramento do conhecimento já adquirido.
 
Pela manhã, os juízes Adriana Coningham e Anderson Candiotto apresentaram estudo sobre o tema Processos Estruturais, desenvolvido em parceria com a juíza Edna Ederli Coutinho. Em seguida o juiz Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, falou sobre a Lei Geral de Proteção de Dados e suas repercussões nas relações de consumo.
 
O evento segue durante a tarde com mais dois estudos: ‘Abordagem policial versus direito à intimidade’, apresentado pelos juízes Emanuelle Chiaradia e Marcelo Resende, seguido pelo tema ‘As condenações do Brasil na Corte Internacional de Direitos Humanos – todas as violações ao direito da vítima’, abordado pelas juízas Henriqueta Ferreira Lima e Tatiane Colombo.
 
Coordenador do grupo, o juiz Lídio Modesto da Silva Filho avalia positivamente o evento diante da adesão de juízes de três polos do norte e médio-norte de Mato Grosso e cinco desembargadores prestigiando a “apresentação de quatro temas de suma importância para o enriquecimento da atividade jurisdicional.” Ele explica ainda que os trabalhos têm previsão de resultados a partir da produção de “enunciados conclusivos que são colocados à disposição dos colegas para que possam incrementar as decisões judiciais.”
 
Lídio aponta ainda o fortalecimento do Gemam nos últimos 14 meses com a adesão de 15 novos magistrados. “O grupo, além dos estudos, faz sugestões tanto para a Corregedoria e a Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso quanto à implementação de novos núcleos de atuação judicial que certamente seja mais rica.”
 
O Gemam tem como objetivo estudar casos concretos de repercussão pública, social ou institucional que recomendem uniformização jurisprudencial, avaliar a pertinência de propostas ou projetos de racionalização dos serviços judiciários e ainda fomentar conclusões sobre temas inerentes ao Sistema de Justiça.
O evento também foi prestigiado pelos desembargadores Helena Maria Bezerra Ramos, vice-diretora da Esmagis; Gilberto Giraldelli, Paulo da Cunha e Rubens de Oliveira Santos Filho; além dos magistrados da região.
 
Novo site – Ainda durante a tarde será apresentado aos magistrados o novo site do Grupo de Estudos da Magistratura. Abrigado na página da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT). Totalmente responsivo (pode ser acessado por computador, tablet ou celular) o novo site também possui maior navegabilidade (links e conteúdos acessíveis e claros aos internautas), é mais moderno e possui layout harmonioso.
 
A nova página também possui ferramentas de acessibilidade como botão de alteração de contraste, leitura amigável para quem possui dislexia, alteração de saturação, além das possibilidades de aumentar ou diminuir o tamanho da fonte e o contraste das cores. As imagens também possuem descrição específica para que pessoas cegas usem com mais facilidades aplicativos de leitura de tela.
 
Mais que uma ferramenta eficiente, o site também é o local onde são abrigados os estudos já apresentados e as conclusões do grupo. No local já estão cadastrados 50 estudos e 54 conclusões de diversos assuntos.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
ParaTodosVerem – Descrição da imagem: fotografia colorida retratando a composição da mesa de autoridades, com cinco desembargadores. Ao fundo o pavilhão das bandeiras.
 
 
Keila Maressa/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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