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Programa Recytec fará descarte adequado de lixo eletrônico dos órgãos públicos estaduais

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), vai instalar o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC). O espaço vai ser implantado na Escola Técnica de Cuiabá, com o objetivo de fazer a reciclagem e o descarte ambientalmente adequado de equipamentos eletrônicos inservíveis para os órgãos e entidades do poder público.

O decreto nº 1.336 que institui o Programa de Recondicionamento de Equipamentos Eletrônicos (Recytec) foi publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira (30.03). Após limpeza, manutenção e substituição de peças e componentes, os equipamentos serão destinados para o atendimento de projetos de inclusão digital em escolas públicas, bibliotecas, e outras iniciativas de acesso à informação.

Conforme o secretário de Estado da Seciteci, Nilton Borgato, a secretaria é a responsável pela gestão do programa, que será desenvolvido em parceria com a ONG Programando o Futuro, que possui expertise no recondicionamento de equipamentos e na prática de políticas de logística reversa.

Já foram garantidos pela ONG cerca de R$ 2 milhões em recursos, junto ao Ministério das Comunicações, para a implantação do espaço. As atividades serão supervisionadas pelas Superintendências de Projetos e Captação de Recursos, e de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci.

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Além de garantir o acesso da população à tecnologia e equipamentos de informática recondicionados, o Recytec também tem o compromisso de assegurar a oferta de cursos de qualificação profissional nas áreas de Tecnologia da Informação (TI), além de fomentar a pesquisa, inovação e desenvolvimento de soluções nas áreas de ciência e tecnologia.

O descarte ambientalmente correto do lixo eletrônico, também conhecido como logística reversa de eletrônicos, será outro dos principais objetivos do Recytec, evitando o descarte incorreto no meio ambiente. A proposta é ampliar o alcance do CRC, envolvendo a participação dos municípios e o engajamento da sociedade. Uma das ideias é promover a realização de campanhas de conscientização ambiental, em paralelo às ações da Seciteci no interior do Estado.

Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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