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Linha de crédito do Governo de Mato Grosso muda a realidade de jovens empreendedores

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Empreendedores são aqueles que persistem, lideram, assumem riscos e fazem acontecer. Esse é o objetivo de muitos principalmente os jovens que fazem uso do digital e da criatividade para se reinventarem e crescerem em meio a um mercado cada vez mais competitivo.

O crescimento do público jovem entre empreendedores que procuram as linhas de crédito da Desenvolve-MT tem chamado atenção. Como é o caso de Wesley dos Santos, 26 anos, que saiu da cidade de Peixoto de Azevedo (a 672 km de Cuiabá) para empreender na região central em Sinop (a 480 km de Cuiabá).

Graças a sua determinação, está há cinco anos à frente da Barbearia Style. Nos últimos meses, ele planejou investir na melhoria da estrutura e na compra de equipamentos para expandir seu negócio e buscou a Desenvolve MT.

“Com o financiamento eu posso colocar mais cadeiras e comprar novos equipamentos, pois há outros dois barbeiros começando a trabalhar comigo”, complementa Wesley. 

O jovem de Rondonópolis (a 221 km de Cuiabá) Raphael Marzochi, de 24 anos, é exemplo de inovação em meio a pandemia. Em dezembro de 2020, iniciou seu negócio com a venda de eletrônicos importados como hobby. Não demorou muito e logo pegou gosto pelo negócio. 

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Ele que sempre gostou de eletrônicos, principalmente os que possuem grande valor agregado, optou por esse tipo de produto, para comercializar em sua loja online chamada Marzochi Store.

“Com o crédito terei um portfólio maior de modelos, mais mercadorias e melhor estrutura para atender meus clientes”, explica.

Programa Jovem Empreendedor

A linha de crédito lançada pelo Governo de Mato Grosso é voltada para o jovem que tenha entre 18 a 29 anos, e esteja à frente do seu negócio como proprietário ou sócio da empresa e queira investir ou melhorar o seu empreendimento.

Caso o empreendedor seja pessoa física, poderá formalizar no portal MEI do Governo Federal, antes da solicitação do crédito.

A iniciativa oferece uma linha de crédito no valor de até R$ 15 mil para microempreendedor individual (MEI), micro e pequena empresa, com juros de 0,37% ao mês, carência de até 06 meses e um prazo total de 42 meses para quitação.

O crédito pode ser utilizado para aquisição de insumos, móveis e utensílios nacionais novos, aquisição de softwares, sistema de gestão empresarial, material de construção, matéria-prima e mercadoria de revenda.

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Do total financiado, 70% deve ser utilizado para investimento e 30% para limpar o nome caso, a empresa possua alguma restrição junto aos órgãos.

Uma novidade para facilitar ainda mais o processo na hora de tomar o crédito, é o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas do Sebrae (Fampe). O fundo é uma alternativa para compor garantia em até 80% na hora de contratar o financiamento.

Como contratar

Os interessados podem solicitar o crédito pelo portal www.desenvolve.mt.gov.br, clicar no banner que aparece na capa do site e seguir o passo a passo. Ao solicitar o crédito, ele será redirecionado para o portal de crédito exclusivo da agência. O empreendedor poderá também simular o crédito a ser financiado antes de contratar.

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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