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Sete são indiciados pela Polícia Civil por homicídio de jovem e ocultação do corpo no interior de MT

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou o homicídio do jovem Flávio Pierre Gelbke Mamcrz, 19 anos, em Gaúcha do Norte (595 km ao norte de Cuiabá), e indiciou sete envolvidos no crime – quatro adultos e três adolescentes.

Até o momento quatro adultos estão presos, entre eles uma mulher, e um adolescente apreendido. O principal autor do crime teve o mandado cumprido nesta terça-feira (22), em Gaúcha do Norte, pela Polícia Militar, após representação da Polícia Civil pela prisão preventiva.

Os adultos foram encaminhados à respectivas unidades prisionais e o adolescente está internado em uma unidade do Sistema Socioeducativo.

Desaparecimento e morte

Flávio Pierre desapareceu em Gaúcha do Norte no dia 12 de fevereiro. Conforme a investigação da Delegacia de Gaúcha do Norte, ele foi assassinado, de forma premeditada, em uma quitinete no centro da cidade.  Os criminosos, ligados a uma facção, desferiram diversas facadas contra o rapaz, sem que ele pudesse esboçar qualquer reação. Após o crime, levaram o corpo até um matagal, a sete quilômetros da cidade, onde deixaram a vítima.

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De acordo com a documentação reunida no inquérito policial, conduzido pelo delegado Hugo Abdon Lima, o crime teria sido motivado pelo fato da vítima ser integrante de um grupo criminoso rival. A equipe de investigação chegou aos autores do homicídio após identificar o veículo utilizado pelos criminosos para levar retirar o corpo da vítima e esconder no matagal longe da cidade. 

O corpo de Flávio foi localizado dez dias após seu desaparecimento, em 22 de fevereiro. Durante a investigação, a Polícia Civil prendeu quatro adultos e apreendeu um adolescente envolvidos no crime.

A Politec realizou perícias no local onde foi encontrado no corpo, no veículo e a necropsia da vítima. As diligências contaram com apoio da Polícia Militar de Gaúcha do Norte. O veículo utilizado no crime, um modelo Gol VW Power, foi apreendido durante as diligências.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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