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Aprosoja-MT informa produtores sobre atualização do Simcar

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Aprosoja-MT informa produtores sobre atualização do Simcar

Durante toda esta semana o Simcar passará por atualizações para a implantação da análise dos processos em etapa única

23/03/2022

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), informa aos produtores que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), emitiu nota nesta quarta-feira (23.03), informando que o Sistema de Cadastro Ambiental Rural de Mato Grosso (SIMCAR), foi atualizado para atender as mudanças previstas no Decreto 1.199/2021.

A partir do momento da atualização do sistema, cada cadastro será analisado em etapa única, pelo mesmo analista. Desta forma o Cadastro Ambiental Rural (CAR), e o Projeto de Regularização Ambiental (PRA), ficarão em posse de um mesmo analista.

Lembrando que a validação do CAR com pendência de Projeto de Regularização Ambiental só será possível após a emissão do(s) Termo(s) de Compromisso(s).

Outra ressalva é referente ao cumprimento do Art. 4° do mesmo decreto, que dispõe sobre aqueles cadastros com análise finalizada com mais de 90 dias e que estão com pendência de elaboração do Projeto de Regularização Ambiental. Estes ficarão com o Status de suspenso, até que o responsável técnico apresente o projeto utilizando o sistema.

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Por estar ocorrendo falhas no Sistema do Simcar, foram suspensos alguns cadastros. Foi informado em reunião com a SEMA e em nota oficial que o sistema passará por novas atualizações até o fim desta semana, a fim de sanar possíveis equívocos ocorridos.

A Aprosoja pede para que o associado procure o seu Responsável Técnico.

Fonte: Augusto Camacho

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: comunicacao@aprosoja.com.br

Fonte: APROSOJA

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Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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