MATO GROSSO
Governo de MT reduz em 75% custo da taxa para mudança de categoria de empresas
MATO GROSSO
Migrar da categoria Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli) para Limitada (Ltda) ficou mais barato em Mato Grosso. A Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat) reduziu em 76% o valor da taxa de alteração dessa categoria, o custo que era de R$ 210,00 caiu para R$ 50,00.
De acordo com o presidente da Jucemat, Manoel Lourenço do Amorim, esta é mais uma medida promovida pelo Governo do Estado para oportunizar o crescimento do empreendedorismo em Mato Grosso.
“Esta é uma iniciativa apresentada pela Junta Comercial que foi prontamente acolhida pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda e pelo governador Mauro Mendes. Eles entendem que ao oferecer melhores condições ao empreendedor estão dando oportunidade de trabalho e renda à população mato-grossense”, explica.
O gestor destaca que a retração do valor para modificação de categoria foi pensada para atender à Lei nº 14.195/21, que estabeleceu o fim do tipo de empresa Eireli, criando a Sociedade Limitada Unipessoal. Desde 21 de agosto do ano passado não pode ser mais registrada essa natureza jurídica.EST
Atualmente Mato Grosso possui 25.959 empresas Eireli ativas.
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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