POLÍCIA
Inquérito sobre homicídio em Canarana é concluído e autor do crime é preso
POLÍCIA
Assessoria | Polícia Civil-MT
O homicídio de um jovem, ocorrido em outubro de 2021, em Canarana (823 km a leste de Cuiabá), foi esclarecido pela Polícia Civil. Os dois autores do crime foram identificados e tiveram os mandados de prisões preventivas decretados pela Justiça.
Um dos investigados teve a prisão cumprida pela Delegacia de Canarana, nesta quarta-feira (16.03), na Penitenciária Major Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, onde ele já estava detido por tráfico de drogas.
Já o segundo envolvido está foragido desde a época dos fatos.
Homicídio
Matheus Apolonio Salazar, de 21 anos, foi morto na madrugada do dia 22 de outubro de 2021. A vítima foi localizada em uma via pública do bairro Jardim Bela Vista, alvejado por disparos de arma de fogo no tórax, cabeça e em um dos braços, indicando supostamente ferimento causado pela defesa.
Matheus foi socorrido até o Hospital Municipal de Canarana, porém, não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.
Na ocasião, uma testemunha relatou que estava próxima ao local do crime e viu dois homens em uma motocicleta, saindo em alta velocidade logo após os disparos.
Investigação
Durante as diligências para apurar o homicídio os policiais civis conseguiram identificar os autores e elementos de prova, assim como chegaram à motivação do homicídio.
A Polícia Civil constatou que um dos envolvidos teria marcado um encontro com a vítima que, ao chegar no local indicado, foi atingida pelos disparos efetuados por uma arma de calibre 38.
Conforme a apuração, Matheus teve um relacionamento com a namorada de um dos autores e havia enviado mensagem a ela, razão pela qual o suspeito, com apoio de um comparsa, praticaram o crime.
Prisão
Com a conclusão do inquérito, conduzido pelo delegado Deuel Paixão de Santana, e diante das provas e indícios de autoria, o Poder Judiciário deferiu os mandados de prisão preventiva dos investigados.
Um dos autores do homicídio teve o mandado cumprida na Penitenciária Major Zuzi Alves da Silva, em Água Boa, onde encontra-se detido por tráfico.
As diligências continuam para localizar do segundo suspeito do crime.
POLÍCIA
Polícia Civil cumpre 55 ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas em Tangará da Serra
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7.10), a Operação Nomad, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado pelos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes, associação para o tráfico e organização criminosa. Os suspeitos atuavam em Tangará da Serra e região.
Na operação, são cumpridas 55 ordens judiciais, sendo 13 mandados de prisão preventiva, 13 de busca e apreensão, 21 afastamentos de sigilo telefônico e telemático e oito bloqueios e indisponibilidade de contas e valores. As ordens foram deferidas pela Justiça com base em investigações da Delegacia de Tangará da Serra.
Os mandados são cumpridos simultaneamente em Tangará da Serra e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Goiânia (GO), mobilizando mais de 40 policiais. Dois flagrantes foram registrados durante o cumprimento das ordens judiciais.
A operação é resultado de uma investigação que identificou a atuação estruturada do grupo criminoso e sua dinâmica de constante movimentação entre diferentes imóveis, moradias transitórias, esconderijos e pontos de apoio, utilizados como estratégia para dificultar o monitoramento policial e a localização dos investigados.
A Justiça também autorizou a realização de buscas em caráter itinerante, diante da constante alteração dos locais utilizados pelos investigados, permitindo às equipes policiais o cumprimento das diligências nos imóveis e pontos de apoio vinculados aos alvos, observadas as condições estabelecidas judicialmente.
As prisões e buscas têm como finalidade o cumprimento das determinações judiciais, a apreensão de elementos que podem reforçar a investigação e o aprofundamento das apurações relacionadas à estrutura criminosa investigada.
Nome da operação
A denominação “Nomad” faz referência à característica identificada durante as investigações: a constante mobilidade dos investigados, que alternavam entre diferentes imóveis e pontos de apoio para dificultar a atuação policial. A decisão judicial reconheceu expressamente essa dinâmica e autorizou buscas de caráter itinerante.
A operação integra o trabalho permanente de investigação da Delegacia de Tangará da Serra no enfrentamento ao tráfico de drogas e às facções criminosas, atuando de forma integrada para identificar, localizar e responsabilizar os envolvidos.
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