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Polícia Civil esclarece homicídio consumado e tripla tentativa com prisão de autores em Nova Xavantina

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Camila Molina/Polícia Civil-MT

Um crime de homicídio consumado e de tripla tentativa de homicídio, ocorrido no mês de agosto em Nova Xavantina (645 km a leste de Cuiabá), foi esclarecido pela Polícia Civil com a identificação e prisão de três pessoas que tiveram o envolvimento identificado no crime.

Seis mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva e três de busca e apreensão domiciliar, decretados contra os suspeitos foram cumpridos na segunda-feira (14.03), nos municípios de Campinápolis e Nova Xavantina.

Os três envolvidos no crime tiveram os mandados de prisão cumpridos, sendo um deles também autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e munições. A ação também resultou na prisão em flagrante de uma mulher (esposa de um dos suspeitos), pelo crime de posse ilegal de munições.

O crime que resultou na morte de Divino Oliveira Lira e no homicídio tentado contra duas outras vítimas ocorreu no dia 1º de agosto, em um local conhecido como “Curvão”, localizado na serra que dá acesso à cidade de Campinápolis.

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O local escuro e afastado da cidade é utilizado para reunião de jovens e disputas de sons automotivos. Na ocasião, aproveitando a pouca luminosidade do local, o suspeito saiu de um matagal com duas armas de fogo, foi em direção a vítima e efetuou vários disparos.

A vítima foi atingida com diversos disparos, principalmente da região da cabeça, não resistindo aos ferimentos e morrendo no local. Além da vítima, outras três pessoas que estavam nas proximidades foram atingidas.

Logo após os fatos, a equipe da Delegacia de Nova Xavantina iniciou as investigações, conseguindo identificar três pessoas envolvidas no crime. Segundo apurado, o crime foi cometido por vingança, em relação a uma briga anterior entre a vítima e os suspeitos, ocorrida em uma chácara, em razão de bebidas e mulheres.

Com base nos levantamentos, o delegado de Nova Xavantina, Raphael Diniz, representou pelos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar contra os suspeitos, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos na segunda-feira (14).

Durante o cumprimento dos mandados, um dos suspeitos foi flagrado portando um revólver calibre 22 municiado na cintura, além de várias munições no bolso. Em buscas na residência do suspeito, também foram localizadas 50 munições calibre 22 e uma calibre 32 (cartucheira).

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No cumprimento das buscas na casa de outro suspeito na cidade de Campinápolis, os policiais encontraram munições deflagradas calibres 32 e 38. A esposa de um dos alvos foi presa em flagrante por posse ilegal de munições.

Após o cumprimento dos mandados, os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Nova Xavantina, para as providências cabíveis e posteriormente colocados à disposição da Justiça.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Imagens Policia Civil

Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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