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Governo lança licitação para obras no Aeroporto de Tangará da Serra

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) lançou nesta quinta-feira (11.03) a licitação para realização de obras de engenharia no Aeroporto Regional de Tangará da Serra. A obra está orçada em R$ 8.590.249,81 e vai ampliar a capacidade do aeródromo e permitir a realização de voos noturnos.

A execução da obra vai atender à crescente demanda por voos na cidade. Município fundado em 1976, Tangará da Serra tem a quinta maior população de Mato Grosso, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade é também um importante polo para o médio-norte mato-grossense.

Com grande produção agropecuária, com destaque para a soja e a cana-de-açúcar, a cidade recebe atualmente três voos semanais, de empresas de menor porte. Com as intervenções propostas no edital publicado pela Sinfra-MT, o aeroporto poderá ser homologado na categoria 3C e estará apto a receber voos noturnos.

Entre os serviços a serem executados, estão a recuperação da pista de pouso e decolagem, construção de pátio de estacionamento de aeronaves e de pista de taxiway, sinalização horizontal, instalação de sistema de balizamento noturno, biruta iluminada e sistema de aproximação PAPI, que auxilia os pilotos no momento da aterrissagem.

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O aeroporto de Tangará da Serra foi inaugurado em 1999 e desde 2004 foi selecionado para compor a rede estadual de aeroportos. As obras também seguem um Termo de Compromisso assinado com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil em 2017 e contam com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil.

A licitação, realizada na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), será realizada no dia 31 de março, às 14h, na sala de licitações da Sinfra-MT. Para mais informações, acesse o site da Sinfra-MT.

Juara e Cáceres

A Sinfra-MT também realiza licitação para ampliar e pavimentar as pistas do Aeroporto Regional de Juara. Com um investimento previsto de R$ 6,5 milhões, a licitação está agendada para o dia 15 de março.

Em Cáceres, o procedimento licitatório para construção do terminal de passageiros e aquisição de equipamentos foi realizado no último dia 08 de março, mas não teve empresas vencedoras. Nos próximos dias, a Sinfra-MT irá decidir quais medidas serão tomadas.

Mais MT Aeródromos

Lançado em agosto de 2021, o Programa Mais MT Aeródromos prevê investimentos de quase R$ 100 milhões em 28 aeródromos de Mato Grosso.

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A Sinfra-MT já celebrou dez termos de cooperação com as prefeituras, sendo cinco para encontrar um local para instalação de um novo sítio aeroportuário, nos municípios de Alto Araguaia, Campo Verde Itiquira, Nova Canaã do Norte e em Poconé, sendo este último, para um aeroporto na região de Porto Jofre, como forma de fomentar o turismo.

Outros cinco termos foram celebrados com Diamantino, São Félix do Araguaia, Vila Rica e Primavera do Leste e Poconé, para elaboração de projetos para melhorias nos aeródromos dos municípios.

O Estado deverá repassar R$ 43 milhões, por meio de convênios, para Água Boa, Canarana, Confresa, Matupá, Porto Alegre do Norte e Brasnorte para realização de obras de melhoria na infraestrutura. Entre os serviços previstos nos convênios estão a construção de cerca patrimonial, pavimentação de pistas e aquisição de equipamentos.

Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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