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Dicas do Professor Germano – adéquo ou adequo

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Mais de 2.300 títulos de regularização fundiária foram emitidos nos últimos 11 dias úteis em Mato Grosso. Uma ação direta da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso. Um estudo foi efetuado por determinação do corregedor-geral, desembargador José Zuquim Nogueira, após a reunião entre a CGJ, a Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg) e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Dentre as ações que facilitaram o registro, menos burocracia e a gratuidade nos registros ajudaram no sucesso da ação. 
 
O objetivo da reunião foi montar uma força tarefa para a resolução dos problemas na área e dar andamento ao registro de milhares e títulos no Estado. “Assim que o corregedor determinou que fizéssemos estudos verificamos gargalos e de imediato já tomamos providências. A principal foi diminuir a burocracia nos cartórios e alinhar medidas para o registro com total segurança e agilidade”, explicou o juiz auxiliar da CGJ, Eduardo Calmon de Almeida Cezar. 
 
A expectativa de representantes do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) é que somente no ano de 2022 sejam realizados 21 mil novos registros, com o apoio da CGJ. Cada regularização além de trazer segurança jurídica às famílias e Estado, faz o ciclo financeiro nos Municípios aumentar. “A gestão anterior regularizou cerca de 1.600 títulos, a atual gestão do Estado regularizou mais de 14 mil e conseguiremos muito mais com o apoio da Corregedoria do TJ. Somente no Bairro do CPA I, II, III e IV, entregaremos mais de um mil regularizações na semana que vem”, disse o diretor de regularização fundiária urbana do Intermat, Robison Pazetto. 
 
As ações envolvem regularizações em dezenas de municípios. “Algumas regularizações levam entre seis e oito meses, outras demoram mais pela falta de condições financeiras das famílias. Agora com este incentivo da Corregedoria os andamentos terão mais celeridade e todos poderão ser beneficiados”, ressaltou o representante da empresa de regularização fundiária, contratada pelo Governo, Rodrigo Pinto Pereira. 
 
A equipe da empresa contratada ainda ressaltou que somente em Várzea Grande nos últimos cinco dias, 986 regularizações foram feitas. 
 
Reunião CGJ, Anoreg e AL – A reunião aconteceu no dia 11 de fevereiro no gabinete do deputado Eduardo Botelho. O deputado solicitou a participação da CGJ para descobrir os motivos da demora na regularização em Mato Grosso e um dos motivos constatados foi a burocracia criada por alguns cartórios, que tiveram apoio da CGJ para realizarem os registros de forma mais dinâmica e segura. O corregedor também determinou que a ação não seja cobrada.
 
Esta matéria contém recursos de texto alternativo para prover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição das imagens: 
Primeira imagem: fotografia colorida em formato retangular. Cinco pessoas sentadas à mesa de reuniões. No primeiro plano, ao lado direito, o proprietário da empresa contratada e seu auxiliar. No lado esquerdo o diretor do Intermat, de camiseta laranja, o juiz Calmon de terno escuro e sua assessora, fazendo anotações. Todos usam máscaras. 
Segunda imagem:  fotografia colorida em formato retangular. Diretor do Intermat de camiseta laranja explica ao juiz Calmon, de terno.  Ao fundo, um mapa que toma toda a parede na Corregedoria. Duas cadeiras estão vazias ao fundo. Ambos usam máscaras.  
 
Leia mais sobre o assunto:  
 
Ranniery Queiroz 
Assessor de Imprensa da CGJ/MT
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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