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Investigado pela morte de indígena, deficiente auditivo, é preso pela Polícia Civil no interior do Maranhão

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

Um homem de 35 anos, investigado pelo homicídio de um indígena ocorrido no mês de fevereiro, em Confresa, foi preso pela Polícia Civil no interior do Maranhão.

A Delegacia de Confresa deflagrou a Operação Nova Pukanu para dar cumprimento a mandados de prisão contra o suspeitos investigado pelo homicídio doloso que vitimou Elizeu Santos Cardoso, de 44 anos. Ele pertencia à etnia kanela do Araguaia e era deficiente auditivo. O corpo de Elizeu foi encontrado atrás do ginásio da cidade, com perfuração no abdômen.

A investigação identificou o suspeito de cometer o crime e na semana passada, uma equipe da Delegacia de Confresa foi a cidade de Imperatriz, no Maranhão, para realizar a prisão do suspeito. Com apoio da 10ª Delegacia Regional de Imperatriz, as equipes policiais seguiram até à cidade de Davinópolis e prenderam F.A.L. de 35 anos.

Após autorização da Justiça maranhense, F.A.L. foi recambiado para Confresa, onde foi ouvido e posteriormente encaminhado para a unidade prisional em Porto Alegre do Norte, onde ficará à disposição da justiça.

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A operação Nova Pukanu faz alusão ao nome da aldeia onde Elizeu Cardoso vivia, que na língua indígena significa Terra da Esperança.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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