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Justiça Comunitária realiza terceira ação durante a pandemia e entrega cestas básicas em Acorizal

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No último dia 25 de fevereiro, o programa Justiça Comunitária, sob condução do juiz José Antônio Bezerra Filho, realizou mais uma ação voltada a propiciar mais cidadania e dignidade a comunidades carentes do Estado. Em Acorizal, mais precisamente na comunidade Tenda Pedregulho, a equipe realizou a entrega de 50 cestas básicas aos moradores locais, que vivem, em sua maioria, da pesca.
 
Dono da propriedade rural onde a entrega à comunidade foi feita, Luiz Carlos Nasso revela que a doação propiciada pela Justiça Comunitária é muito importante. “O pessoal aqui está necessitando demais porque a maioria daqui vivia dos peixes, da pesca. Agora o rio está cheio e já faz dois anos que parece que está acabando os peixes, sabe? Então o pessoal está desesperado e precisando mesmo”, salientou.
 
Morador da região, Gilson Gomes da Silva salientou que a ajuda é muito bem-vinda. “Necessita desse tipo de ajuda, né? Veio em uma boa hora ‘pra’ muita gente. Tem muitas pessoas que são muito carentes, necessitam de muitas coisas. A gente fica sabendo, mas não pode ajudar muito, mas a gente sabe que tem essas carências. É espetacular essa ajuda que vem ‘pra’ nós. Que venha sempre.”
 
Presente à ação, o juiz José Antônio Bezerra Filho destacou que essa é a terceira ação in loco em tempos de pandemia, a primeira foi em Barão de Melgaço e a segunda em Nossa Senhora do Livramento. “Estamos trabalhando incansavelmente pela Justiça Comunitária e hoje nós estamos numa localidade de Acorizal, onde se constata visivelmente a necessidade dessa população. Estamos aqui atendendo as comunidades carentes, trazendo alento e esclarecimento”, observou.
 
Conforme o magistrado, o programa já está com o calendário cheio de ações previstas para 2022. “A Justiça Comunitária vem mostrando que é possível trazer esclarecimento, alento e mostrar um Judiciário mais próximo do jurisdicionado. Não estamos distantes da Capital, mas aqui a necessidade é premente. Essa ação mostra que é possível fazer a diferença na vida das pessoas.”
 
“Vamos continuar incansavelmente propiciando essas ações. Os parceiros estão buscando a Justiça Comunitária como referência e isso mostra a credibilidade, a seriedade e, mais que isso, o apoio incansável da Presidência do Tribunal de Justiça. A Justiça Comunitária tem sido vanguarda nessas ações e assim permaneceremos”, complementou o juiz coordenador.
 
Entre os produtos doados pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) estão arroz, feijão, açúcar, óleo, macarrão, produtos de limpeza etc.
 
Descrição das imagens:
Primeira imagem: fotografia registrando a ação de três colaboradores da Justiça Comunitária, dois homens e uma mulher. Eles veste camisetas na cor preta com a identificação da Justiça Comunitária. Eles estão separando materias para doação.
Segunda imagem: fotografia de três mulheres, moradoras de Acorizal, elas estão em pé, usam mascara facial. No primeiro plano da imagem diversas cestas básicas que foram doadas pela Justiça Comunitária. 
 
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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