CUIABÁ

MATO GROSSO

PGJ destaca projeto de dimensionamento da força de trabalho no MPMT

Publicados

MATO GROSSO


O projeto “Dimensionamento da Força de Trabalho no MPMT” foi um dos temas abordados pelo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, na segunda reunião virtual da Comissão de Apoio Institucional em 2022. O evento reuniu promotores do Polo de Cáceres (Polo 3) que congrega 11 municípios da região Oeste do estado.

Por meio desta iniciativa, a instituição pretende realizar um diagnóstico da força de trabalho atual. Além de identificar a produtividade das equipes e projetar o dimensionamento da força de trabalho para os próximos cinco anos, o projeto também identificará ações que possam aumentar a produtividade.

“Este projeto é a minha prioridade número um. Em seis meses, vamos fazer uma radiografia da força de trabalho e construir uma proposta para construirmos um Ministério Público ainda mais eficaz e sustentável, que será submetido ao Colégio de Procuradores”, explicou o procurador-geral.

José Antônio Borges lembrou que o Ministério Público de Mato Grosso conta com cerca de 2.100 colaboradores, incluindo procuradores, promotores, servidores efetivos, comissionados e terceirizados, o que exige um dimensionamento das reais necessidades de pessoal e do seu melhor aproveitamento. “Será realizado um estudo detalhado, transparente e com muito critério, e para isso vamos contar com a assessoria de uma empresa gabaritada para esse tipo de trabalho”, acrescentou.

A Portaria 016/2022 criou o Grupo Gestor do projeto e o segundo passo será a organização dos Grupos de Trabalho contemplando todas as áreas da instituição: procuradorias, promotorias e administrativa. “Como o procurador-geral tem afirmado, ‘estamos construindo uma nova casa’. O objetivo é implantar um sistema de gestão por resultados e, para que os Grupos de Trabalho possam realizar seu trabalho, é importante a participação de todos”, conclamou a promotora de Justiça auxiliar da PGJ, Hellen Uliam Kuriki, responsável pela coordenação do projeto, juntamente com a promotora de Justiça auxiliar da PGJ Claire Vogel Dutra.

Leia Também:  Trecho da MT-251 no Portão do Inferno permanecerá fechado até as 14h desta quinta-feira (04)

O dimensionamento da força de trabalho possibilitará definir, por exemplo, se há necessidade ou não de criação de novas promotorias e procuradorias, se é preciso realizar concursos públicos para membros ou servidores e uma alocação mais racional e justa de pessoal.

O subprocurador-geral Jurídico e Institucional do MPMT, Deosdete Cruz Júnior, que também participou da reunião, reforçou a importância da ampla participação de todos os integrantes da instituição. “O objetivo do procurador-geral é fazer uma construção coletiva do projeto, por isso é importante que todos participem das tomadas de decisão”, disse.

MODERNIZAÇÃO TECNOLÓGICA – Outra pauta da reunião da Comissão de Apoio Institucional foi o processo de modernização tecnológica do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP), que está em andamento desde o ano passado. Uma das mudanças foi a troca do programa Proteus, já ultrapassado, pelo Athenas, mais moderno e que foi obtido por meio de parceria com o MP do Estado de Tocantins e que está sendo adaptado à realidade do MPMT.

Leia Também:  Violência Doméstica: primeira turma do Grupo Reflexivo de Gênero é concluída na Comarca de Feliz Nat

“O Proteus que utilizávamos é um sistema muito engessado, que não se comunica com outros sistemas e com isso tínhamos que usar um grande número de planilhas. Com o Athenas já eliminamos cerca de 40 planilhas, vamos acabar com todas elas até junho deste ano e teremos o setor de pessoal adaptado ao sistema do e-social”, explicou a promotora Claire Vogel Dutra.

O trabalho de modernização tecnológica do DGP está sendo feito com a participação do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI) e os novos sistemas estão sendo aprimorados. “É preciso a compreensão de todos para este período de mudança de sistemas, é natural termos problemas pontuais, mas estamos trabalhando intensamente para fazermos os ajustes necessários o mais rápido possível”, afirmou a promotora.

Os promotores e promotoras das comarcas de Cáceres, Mirassol D’Oeste, Porto Esperidião, Rio Branco, São José dos Quatro Marcos, Pontes e Lacerda, Comodoro, Araputanga, Vila Bela da Santíssima Trindade e Jauru, que integram o Polo 3, também foram informados da implantação do Escritório de Representação do MPMT em Brasília, numa parceria com outros estados, que servirá de apoio logístico e institucional para atuação de membros do MPMT junto aos órgãos superiores do Judiciário e aos outros poderes da República.

Fonte: MP MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

Publicados

em

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

Leia Também:  Vice-governador cumpre agenda em Cáceres nesta sexta-feira (06)

Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

Leia Também:  Advocacia esgota vagas de treinamento "Pauta Concentrada" em três dias, novas turmas serão abertas

“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA