CUIABÁ

MATO GROSSO

Araguainha completa 58 anos com R$ 8,3 milhões em investimentos do Governo de MT em infraestrutura, educação e agricultura familiar

Publicados

MATO GROSSO


O município de Araguainha (460 km ao sul de Cuiabá) comemora 58 anos nesta quinta-feira (24.02) com um volume histórico de recursos do Governo de Mato Grosso. Um total de R$ 8,3 milhões serão destinados a áreas prioritárias como infraestrutura, assistência social, educação e agricultura familiar.

Na infraestrutura, são quatro grandes obras, entre elas, a construção de uma ponte de concreto na MT-100, sob o Rio Araguainha, em um trecho de Barra do Garças e Alto Araguaia, que dispõe de R$ 5,7 milhões. A mesma rodovia terá obras de manutenção ao longo de 16,5 km até a MT-340, na divisa com Ponte Branca, e em outros 50,8 km de extensão não asfaltados, até com Alto Garças.

As ações de recuperação da estrada contarão com R$ 251 mil em investimento, dos quais R$ 149,5 mil da Prefeitura Municipal e R$ 102,2 mil da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). Já na área urbana, será feito o calçamento de diversas ruas e avenidas, totalizando R$ 349 mil, além da construção de um campo de futebol Society com investimento de R$ 517,8 mil do Governo do Estado.

Leia Também:  PM prende homem com porções de drogas e simulacro de arma de fogo em Matupá

Educação receberá R$ 1,3 milhão de investimentos, dos quais R$ 1,2 milhão para a construção de uma quadra poliesportiva com banheiros na Escola Estadual Rui Barbosa, obra pré-contratada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Estão em andamento ajuda de custo no acesso à internet e a aquisição de computadores aos professores da rede estadual de ensino, com R$ 35,6 mil.

O Social também recebeu aporte de R$ 276 mil para atendimento de famílias em vulnerabilidade social, das quais 67 atendidas pelo auxílio emergencial. Ainda foram entregues 1,9 mil cestas básicas e 800 cobertores, entre 2020 e 2021. E na agricultura familiar, a prefeitura recebeu um veículo Strada, com valor de R$ 71,1 mil, da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf).

História e curiosidades

Araguainha está localizada no Vale do Araguaia, possui 946 habitantes e tem a terceira menor população brasileira e a primeira menor de Mato Grosso. O município fica no centro de uma cratera cortada pelo rio Araguaia.

O Domo de Araguainha se formou com o impacto de um meteorito no período Triássico, há 250 e 199 milhões. É considerada a maior cratera da América do Sul, com 40 km de diâmetro entre Araguainha, Pedra Branca e parte de Goiás.

Leia Também:  Governo concede bolsas de estudos integrais para ensino superior e cursos técnicos

O atual município começou com a atividade garimpeira, em uma área de 3,6 mil hectares de Alto Araguaia. O primeiro nome foi Ribeirão Araguainha, chegou a se chamar Couto Magalhães (ex-presidente da Província de Mato Grosso), até que em dezembro de 1953 passou a ser apenas Araguainha.

Foi elevada ao status de município em novembro de 1963, propriamente instalado em 24 de fevereiro de 1964, ao ser desmembrado de Ponte Branca. O nome é uma referência ao Rio Araguainha, afluente do Araguaia. A cidade possui vários pontos turísticos com cachoeiras, rios e trilhas na natureza.

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

Leia Também:  Comarca de Jaciara publica edital de credenciamento de leiloeiros

A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? ”, questionou.

Prevenção e tratamento –Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

Leia Também:  Judiciário instala Ponto de Inclusão Digital no município de Alto Paraguai

“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição  da CST:

Presidente:Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator:Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária:Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA