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Resultados do CAEx Ambiental são apresentados em reunião de trabalho

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O Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx) Ambiental do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) promoveu uma reunião de trabalho na manhã desta segunda-feira (21) para apresentar os resultados alcançados em 2021 e debater ações para o cumprimento do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) 2020-2023. Instituído em 2019 com objetivo de dar maior celeridade no atendimento às Solicitações de Apoio Técnico (SATs) das unidades ministeriais, o CAEx atualmente também está responsável por dois projetos estratégicos, o Água para o Futuro e o Satélites Alertas. 

No ano passado, o CAEx Ambiental atendeu 390 SATs, 108% a mais que no período anterior. Conforme o promotor de Justiça coordenador do centro de apoio, Marcelo Caetano Vacchiano, os trabalhos ficaram comprometidos em 2020 por conta do início da pandemia. “A restrição de mobilidade impactou no número de SATs atendidas devido à impossibilidade das vistorias in loco. Com a reabertura gradativa dos trabalhos presenciais, foi possível atender uma maior quantidade de solicitações em 2021. E para 2022 planejamos incrementar esse número mediante a ampliação da equipe técnica, de modo a equacionar a demanda reprimida”, afirmou.

O número de nascentes confirmadas pelo projeto Água para o Futuro também aumentou consideravelmente em 2021, representando um salto de 142% em relação ao ano anterior. Além disso, a equipe elaborou 163 relatórios técnicos das ações de confirmação de danos ambientais nas nascentes; participou de 47 audiências extrajudiciais com a finalidade de reverter os danos identificados nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) degradadas; e prestou assessoria técnica aos promotores de Justiça que aderiram ao projeto.

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Já o projeto Satélites Alertas identificou 251.933,60 hectares (ha) de desmatamentos ilegais em 2021, dos quais o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental embargou 52.245,24 ha. “Desde a sua implantação, foram constatados 475.750,89 ha de desmatamentos, área correspondente a mais de três vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Foram emitidos 744 relatórios técnicos e analisados 1.178 autos de infração lavrados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Com isso o projeto gerou 9.436 minutas jurídicas, correspondendo a 1.923 ‘kits’ enviados aos promotores de Justiça de todo o estado”, apresentou Marcelo Vacchiano. 

Metas – Conforme o PEI 2020-2023, a meta relacionada à macroação de “Fiscalizar a poluição e degradação dos recursos hídricos e das Áreas de Preservação Permanente” é de levar o projeto Água para o Futuro para 20 comarcas em 2022. Já a meta da macroação “Fortalecimento da atuação no combate ao desmatamento ilegal e queimadas nas comarcas” para este ano é de adesão de 40 comarcas do projeto Satélites Alertas. 

Abertura – No início da reunião técnica, o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira, destacou a importância do trabalho realizado pelo CAEx para o cumprimento do Planejamento Estratégico Institucional do MPMT no que se refere à preservação do meio ambiente. Observou que, embora exista uma política ambiental que propague o desflorestamento, o Ministério Público representa “a resistência da sociedade civil para que não ocorram ou, pelo menos, diminuam os desmatamentos”. 

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O procurador de Justiça titular da Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, defendeu que o encontro é prova da unidade de trabalho sobre estratégias funcionais no MPMT. Reforçou a participação decisiva dos promotores de Justiça e assessores para o cumprimento do PEI e fez um apelo para que valorizem o trabalho do CAEx Ambiental no suporte às ações desenvolvidas na ponta, em busca da preservação do meio ambiente. 

Em nome da Corregedoria-Geral do MPMT, a promotora de Justiça auxiliar Regilaine Magali Bernardi Crepaldi explicou que a Coger é responsável por fiscalizar o cumprimento do planejamento pelos membros e apresentou os resultados parciais de 2022 relacionados ao objetivo estratégico de “elevar as ações de prevenção e de reparação de danos causados aos ecossistemas”. Participaram da reunião cerca de 210 integrantes da instituição.

Fonte: MP MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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