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Corregedoria-Geral da Policia Civil deflagra operação para cumprimento de ordens judiciais

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil deflagrou na manhã desta segunda-feira (21.02), a operação Amicus Malus, para cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, medida cautelar diversa de prisão de afastamento do cargo e ordem judicial de entrega de coisa certa.

As ordens judiciais foram deferidas pela 3ª Vara Criminal de Porto Alegre do Norte, no bojo de inquérito policial em trâmite na Corregedoria-Geral, que apura os crimes de advocacia administrativa qualificada, usurpação de função pública e coação no curso do processo.

As diligências são realizadas nas cidades de Porto Alegre do Norte e em Santa Cruz do Xingu, sendo que nesta cidade a busca e apreensão está sendo feito na delegacia de polícia do município.

O nome da operação Amicus Malus é uma referência ao fato do servidor se valer de seu cargo para ajudar amigos de forma escusa, o que contraria o caráter republicano da Polícia Civil de Mato Grosso.

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Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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