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Polícia Civil cumpre 25 mandados contra organização criminosa envolvida com tráfico e outros crimes em Confresa

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Confresa (1.160 km a nordeste de Cuiabá), deflagrou na manhã desta quinta-feira (17.02), a Operação Oris, para cumprimento de 23 ordens judiciais, com o objetivo de desarticular o braço de uma organização criminosa instalada na região.

As ordens judiciais, sendo nove de prisão e 16 de busca e apreensão, foram expedidas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, com base em investigações da Delegacia Municipal de Confresa.

Os investigados serão indiciados pelos crimes tráfico de drogas, integrar organização criminosa armada, corrupção de menores, homicídio qualificado e tortura.

As investigações, que duraram aproximadamente seis meses, demonstraram a existência de um grupo criminoso organizado marcado pela existência de hierarquia entre seus membros que auferia grandes lucros com o tráfico de drogas.

A organização criminosa também teve o envolvimento identificado em diversos outros crimes graves na região, como homicídios, torturas e lavagem de dinheiro. Entre os alvos dos mandados está um dos líderes da organização criminosa, que comandava a ação dos demais integrantes de dentro de uma penitenciária.

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A coleta de elementos informativos indica ainda que os líderes do grupo faturavam grandes lucros na cidade, tendo sido verificados em alguns documentos movimentações de até R$ 18 mil, em um único dia, auferidos com a venda de entorpecentes.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Matheus Soares Augusto, a operação demonstra um avanço investigativo das delegacias do interior que demonstram atuação contundente contra o tráfico de drogas e especialmente em desfavor de organizações criminosas que tentam se difundir no estado de Mato Grosso.

As investigações são da Delegacia Municipal de Confresa, sob a coordenação e contou com o apoio para sua execução das delegacias de Porto Alegre do Norte, Alto Boa Vista, Vila Rica, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa e Delegacia Regional de Confresa.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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