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Novos juízes: Jones Gattass destaca importância da função social e humildade na carreira

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A manutenção da humildade e o zelo com a função social do(a) magistrado(a) durante toda a carreira foram as “dicas de ouro” repassadas pelo juiz Jones Gattass Dias, durante a nona aula dos novos(as) juízes(as) que integram o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi) dos magistrados de Mato Grosso, na manhã desta terça-feira (08).
 
“A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Póvoas, foi muito feliz na abertura do curso ao chamar à atenção deles para a importância da humildade. E eu reforço, temos que ser muito humildes, pois o poder que nós é conferido é muito grande. Temos que ser muitos zelosos na aplicação da lei”, contextualiza Gattass, que é juiz titular da Sexta Vara Cível de Cuiabá.
 
“Outra dica importante é que eles sejam criteriosos na identificação da Comarca. Conhecer as pessoas do local que poderão ser colaboradoras do trabalho deles é fundamental. Eles devem ter uma atenção especial à função social do magistrado, ainda mais naquelas de Vara Única, que já assume a Vara da Infância e da Violência Doméstica. Saber com quem pode contar para os serviços sociais será algo muito útil conhecer. O juiz precisa se envolver com a comunidade”, aconselha Jones Gattass.
 
O magistrado integra o corpo de docentes da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), responsável pelo Cofi, que está ocorrendo de forma presencial pela manhã na Escola (parte teórica) e no período vespertino nos fóruns de Cuiabá e de Várzea Grande (atividades práticas). “É prazeroso esse desafio de tentar contribuir com os novos colegas. Imagino que nos meus quase 26 anos de magistratura eu devo ter algo de vivencia que pode ser útil para quem está começando”, avalia.
 
“A pedido do desembargador Marcos Machado, os docentes do curso estão destacando os principais erros durante o ofício para que os novos colegas não os cometam. Vim com o propósito de incutir em cada um deles a importância do cuidado, da observação, em qual ponto eu teria feito diferente, auxiliando assim o inicio da carreira eles”, destacou.
 
Entre os temas abordados pelo magistrado estão: Gestão Processual e Rotinas Cartorárias; O juízo Cível; de Família, Fazenda e Criminal; Varas da Infância e Juventude; Juizados da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; Gestão da Coisa Pública; A importância das ferramentas de Informática na gestão Judiciária; Processo Eletrônico (PJe); Dados estatísticos e análise; Fluxograma do TJMT; Governança de Tecnologia da Informação (TI) e a influência direta nos juízes, servidores, atores processuais e jurisdicionados.
 
 Veja outras matérias sobre o curso de formação: 
 
 
 
 
 
 
 Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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