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Caminhões carregados com material irregular são flagrados durante operação da Polícia Civil em Comodoro

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Assessoria | Polícia Civil-MT

A Polícia Civil deflagrou na manhã de quinta-feira (03.02), na zona rural do município de Comodoro (644 km a oeste de Cuiabá), uma operação visando cumprir mandados judiciais de busca e apreensão domiciliares expedidos pela Justiça.

Logo no início da ação houve a prisão de três pessoas, além das apreensões de dois caminhões carregados com areia e uma arma de fogo.

Durante deslocamento pela Rodovia MT 235, os policiais civis abordaram dois caminhões e verificado que ambos veículos transitavam sem portarem as devidas licenças e as notas fiscais das cargas de areia que transportavam.

Um dos motoristas não apresentou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), bem como o caminhão estava sem a placa dianteira. O segundo condutor também não apresentou a CNH, e o veículo que conduzia estava sem a placa dianteira e com a placa traseira totalmente danificada.

Conforme o delegado de Comodoro, Ricardo Sarto, as placas são importantes sinais identificadores do veículo e trafegar sem as mesmas trate-se de infração gravíssima.

“Por não portarem as documentações necessárias para o transporte da areia e pelas irregularidades dos caminhões, os veículos e os condutores foram encaminhados até a Delegacia de Polícia, para checagem minuciosa das cargas de areia e dos veículos do tipo basculante”, destacou Ricardo Sarto.

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Dando continuidade a operação, a equipe na posse de um mandado de busca e apreensão decretado pela Comarca de Comodoro, apreendeu no endereço alvo, uma espingarda calibre 28 com apetrechos para recarga e munições.

O suspeito de 58 anos que mantinha ilegalmente na residência a arma de fogo, foi detido e levado até a Delegacia de Polícia. Após ser ouvido, o conduzido foi autuado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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