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Polícia Civil estrutura prédio que irá abrigar três delegacias no Centro Político e Administrativo

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Diretoria Geral da Polícia Civil visitou na manhã de terça-feira (02.02) as obras no prédio da antiga Procuradoria-Geral do Estado (PGE), onde serão instaladas três unidades de Atividades Especiais – a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e  aGerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

As obras estão em andamento e a expectativa de conclusão é para o mês de julho deste ano, quando prédio estará estruturado para instalar as unidades.

O imóvel está instalado em um ponto estratégico, no Centro Político Administrativo de Cuiabá, sendo que as três unidades serão realocadas de forma mais dinâmica para as ações de cada delegacia, proporcionado melhores instalações não só na parte física, quanto na parte logística, trazendo visibilidade, representatividade e valorização das unidades policiais.

O delegado-geral, Mário Dermeval, ressaltou que a nova sede para três unidades representa um avanço institucional muito grande, tendo em vista que são unidades que atuam no combate de crimes específicos e de grande importância para toda a sociedade.

“A Dema (que atualmente funciona em estrutura anexa à Secretaria de Estado de Meio Ambiente) e a DRCI (instalada dentro da Diretoria-geral da Polícia Civil) passarão a ter a estrutura própria, com ambiente amplo, espaçoso, e capaz de proporcionar o crescimento ainda maior dos trabalhos desenvolvidos. A GCCO, que está instalada em prédio alugado e insuficiente para o desenvolvimento de suas atividades, também contará com a estrutura nova e moderna, capaz de atender todas as demandas da gerência”, disse o delegado-geral.

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A diretora da Diretoria de Execução Estratégica (DEE), Daniela Silveira Maidel, destacou que a visita foi produtiva, uma vez que foi possível conhecer a nova estrutura, visualizar a instalação das três unidades no local e a modernização da Polícia Civil.

“Foi muito gratificante ver que a Polícia Civil está dando mais um passo para estruturação de unidades tão importantes, trazendo mais conforto, modernidade e qualidade de serviço aos seus servidores”, disse a delegada.

O delegado titular da GCCO, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, frisou que a mudança para o novo prédio trará muito benefícios, uma vez que o espaço será maior e planejado de acordo com a evolução e crescimento da gerência, além de trazer um ambiente amplo e moderno para acolher os servidores e a população.

“A nova estrutura vem ao encontro do crescimento da GCCO, unidade que ao longo dos anos vem evoluindo tanto no trabalho investigativo quanto operacional. Recentemente também recebemos uma nova atribuição que são as investigações de roubo e furtos de cargas e consequentemente vamos pleitear o aumento de efetivo, sendo necessário mais espaço para receber esses policiais”, disse o delegado.

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Para o delegado da DRCI, Ruy Gilherme Peral, esse novo espaço comporta de maneira adequada uma estrutura da delegacia, com espaço para Núcleo de Inteligência, sala de investigadores, cartórios de escrivães, gabinetes para os delegados e outras ambientes de uma estrutura básica de unidade policial.

“Seguramente a nova sede da DRCI implicará em melhores condições de trabalho para os servidores e também proporcionará melhor atendimento à população, que diariamente traz situações em que são vítimas de crimes cibernéticos. Havendo essa estrutura mais preparada e moderna, importará em melhores resultados investigativos nas ações policiais.”, destacou.

A delegada titular da Dema, Liliane Murata, lembrou que a mudança da unidade é fundamental, uma vez que a delegacia atualmente está instalada em um anexo da Sema, com salas improvisadas, sem divisórias e sem a devida estrutura para o desenvolvimento dos trabalhos e atendimento ao cidadão.

“A mudança de prédio vem junto ao crescimento da delegacia, a forte atuação da unidade e a valorização do servidor que se sente mais motivado em um ambiente maior, mais organizado, ganhando um novo ânimo, com a equipe mais disposta e motivada”, disse a delegada.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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