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Polícia Militar liberta vítimas de sequestro e prende dois homens em General Carneiro

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Policiais militares do 5º Comando Regional libertaram uma família que havia sido mantida em cárcere privado, e prenderam dois homens, de 19 e 27 anos, na manhã desta segunda-feira (06.02), no município de General Carneiro. Na ação, a PM apreendeu duas armas de fogo e recuperou mais de R$ 12 mil em dinheiro, além de joias e relógios.

Conforme o boletim de ocorrência, os militares foram acionados via 190 para verificar uma situação de roubo em uma residência no centro da cidade. Segundo a denúncia, quatro pessoas eram mantidas reféns por criminosos.

Chegando no local, os policiais constataram os fatos e realizaram cerco ao imóvel. Ao adentrarem na área da residência, encontraram um dos criminosos de máscara, carregando algumas bolsas e uma televisão. O suspeito desobedeceu a ordem de parada e retornou para o interior da casa.

Em seguida, os criminosos tentaram fugir pelo telhado da casa, sendo flagrados ao tentarem atravessar para o prédio de uma farmácia. Foi emitida, então, nova ordem de parada e os suspeitos se renderam, entregando as duas armas de fogo, sendo uma de calibre .38 e outra de calibre .22.

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Os policiais militares voltaram para dentro da residência e encontraram uma das vítimas com lesões no rosto, provenientes de coronhadas dadas pelos criminosos.

Em depoimento, as vítimas afirmaram que os suspeitos agiam de forma agressiva, exigindo que fossem realizadas transferências bancárias. Além disso, efetuaram um disparo de arma de fogo para impedir que as vítimas reagissem.

Ainda dentro da residência, foram localizados bolsas contendo a quantia de cerca de R$ 12 mil em dinheiro, joias e relógios. Os objetos estavam ao lado da caminhonete da vítima, sendo que o veículo estava sendo preparado para fuga dos criminosos.

Diante dos fatos, os suspeitos receberam voz de prisão e encaminhados para a Delegacia de Barra do Garças para registro do boletim de ocorrência. Em checagem, foi constatado que os homens possuem diversas passagens criminais por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

Fonte: PM MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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