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Advogados e advogadas de Arenápolis aprovam ferramenta autônoma de agendamento

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O protagonismo de advogados e advogadas é incentivado na Comarca de Arenápolis (258 km a médio-norte de Cuiabá) com a adoção da uma ferramenta autônoma de agendamento de audiências com o juízo. O magistrado Diego Hartmann disponibilizou mais um canal de acesso pela qual o(a) operador(a) do Direito é quem escolhe o melhor horário e data para despachar com o juiz. A ferramenta gratuita, Hubspot.com, tem sido bem avaliada pelos(as) usuários(as).
 
A advogada Ana Flávia Uchoa, que reside em Cuiabá, mas atua em diversas comarcas do interior, inclusive Arenápolis é uma das operadoras do Direito satisfeita com o acesso. “Eu utilizo muito essa ferramenta e só tenho elogios para o magistrado e servidores da Comarca de Arenápolis. O atendimento é feito de forma ágil e respeitosa”, aponta.
 
Ana Flávia lembra que quando o atendimento era exclusivamente presencial, para despachar com o magistrado, ela precisava se deslocar até Arenápolis, o que levava de duas a duas horas e meia, gastava com combustível e alimentação e ainda tinha o tempo gasto para voltar para casa. “Acredito que com o valor do combustível atual esse deslocamento custaria entre R$ 300 e R$ 400. Além disso demandaria um dia todo de trabalho, reduzindo a minha produtividade. A ferramenta trouxe redução de custo e otimização do nosso tempo”, completa.
 
O advogado Darley Carrijo, é outro profissional que aprova o canal de acesso. “Com a ferramenta autônoma de agendamento eu sei exatamente o horário que o magistrado vai nos atender. Antes, de forma presencial, eu me deslocava até o fórum e ficava aguardando no saguão uma brecha na agenda do juiz que estava despachando com outro advogado ou em audiência. Esse período de espera era jogado fora”, lembra.
 
De acordo com o juiz Diego Hartmann, a ferramenta é um canal de acesso que se soma as demais implementadas pelo Poder Judiciário para garantir o acesso facilitado, rápido e célere do cidadão durante o período pandêmico, mas que deve se tornar permanente devido à grande aceitação por parte dos operadores(as) do Direito. “A gente não vai regredir. Não vamos eliminar ferramentas que se mostraram eficientes e praticamente a custo zero. Para o Judiciário, a ferramenta libera o assessor que ficava quase que exclusivamente atendendo advogados para marcar audiências e evita que os advogados fiquem pedido um horário para ser atendido pelo juiz”.
 
O agendamento se dá por meio do escaneamento de um QR Code, que fica disponibilizado na sede da OAB da Comarca ou é enviado por e-mail ou WhatsApp web quando solicitado. Ao escaneiar esse código, o(a) usuário (a) é direcioando(a) à página de agendamento.
 
Lá estão visíveis todas as datas e horários vagos (dentro do expediente forense). O(a) advogado(a) seleciona o dia e hora que mais forem convenientes, preenche informações como nome, sobrenome e e-mail. Confirma o agendamento e aguarda o recebimento do e-mail com o link de acesso à sala de reunião, disponibilizada pelo Sistema “Microsoft Teams”.
 
“A ferramenta é muito eficiente e tem facilitado a comunicação entre advogados e juízo. Se houver alguma urgência e o horário está disponível, a reunião ocorre 15 minutos após a solicitação”, comenta Diego Hartmann. “É um sistema complementar, não afasta a presença física do juiz da Comarca, nem contato via e-mail, whatsapp e Balcão virtual, mas veio para ficar e auxiliar na missão do Tribunal de aproximar ainda mais o Judiciário do cidadão, sem nenhum tipo de custo para o advogado nem para o Poder Judiciário”, completa.
 
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Travessia da BR-163 em Nobres mobiliza moradores e autoridades por mais segurança

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A rotina de quem precisa cruzar a BR-163 em Nobres revelou a dimensão do problema discutido durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (21), na Câmara Municipal. Moradores relataram dificuldades enfrentadas diariamente diante do intenso fluxo de caminhões, ônibus, ciclistas e pedestres, enquanto representantes do município defenderam a implantação de uma estrutura capaz de garantir deslocamentos mais seguros e integrar diferentes áreas da cidade.

Autor da iniciativa, o deputado Gilberto Cattani (PL) destacou que a duplicação da rodovia trouxe maior fluidez ao tráfego, mas também tornou necessária a criação de dispositivos que permitam a passagem dos moradores de um lado para o outro. Segundo ele, a população precisa ter acesso seguro para trabalhar, estudar, fazer compras e utilizar serviços oferecidos em diferentes pontos do município.

“Quando você duplica a rodovia, além de você poder aumentar a trafegabilidade e até um pouco a velocidade dos veículos, você impossibilita que essas pessoas possam atravessar a pé as rodovias”, afirmou o parlamentar.

Cattani defendeu que a solução não se limite a uma passarela, já que também existe a necessidade de circulação de veículos. Ele citou experiências de outros municípios cortados pela BR-163 e afirmou que buscaria, junto à Prefeitura e à concessionária, uma alternativa para atender à demanda de Nobres.

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A realidade enfrentada diariamente por quem utiliza a rodovia foi relatada pelo servidor público Sebastião de Oliveira, morador do Bairro Jardim Petrópolis, que precisa fazer o percurso cerca de quatro vezes por dia. Segundo ele, dependendo do movimento, a travessia pode levar entre cinco e dez minutos e se torna ainda mais complicada nos horários de entrada e saída das escolas.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Sebastião relatou que, nesses períodos, estudantes, ônibus, caminhões, ciclistas e pedestres compartilham o mesmo espaço, aumentando os riscos de acidentes. Ele também mencionou um atropelamento ocorrido recentemente na região e defendeu a implantação da estrutura prevista para o local.

A vereadora Eva Valdinéia Pereira ressaltou que a movimentação intensa de caminhões, impulsionada também pela atividade mineral da região, amplia os riscos para quem precisa atravessar a rodovia. De acordo com ela, já houve alguns registros de atropelamentos com vítimas no trecho.

Para o prefeito José Domingos Fraga (União), a intervenção é aguardada há anos pela população, principalmente pelos moradores do Jardim Petrópolis, bairro localizado às margens da rodovia. Ele avaliou que a obra poderá melhorar não apenas a circulação, mas também as condições urbanas e comerciais da região.

O prefeito também defendeu que Nobres receba investimentos semelhantes aos realizados em outros municípios cortados pela BR-163, onde foram implantadas estruturas como passarelas, trincheiras e viadutos. Segundo Fraga, a Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela rodovia, custeou intervenções em outras cidades, enquanto o projeto apresentado para Nobres está sendo elaborado pela Prefeitura.

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Projeto –A engenheira civil Silveth Xavier, responsável pela elaboração da proposta, explicou que o projeto busca integrar as duas partes do município e criar alternativas para o deslocamento de pedestres e veículos no entorno da rodovia.

Segundo a engenheira, a concepção apresentada ainda está em fase de desenvolvimento e poderá receber alterações a partir das contribuições feitas durante debates como o promovido pela Assembleia Legislativa. O projeto prevê a implantação de um viaduto nas proximidades do posto Xaxim, na BR-163/364, no bairro Jardim Petrópolis, integrado às vias locais para facilitar a ligação entre diferentes áreas da cidade e oferecer uma alternativa mais segura para a circulação de moradores.

Encaminhamentos –Como encaminhamento, o deputado Cattani anunciou que a Assembleia Legislativa apresentará requerimentos e indicações relacionados à travessia urbana, além de articular uma comissão com a prefeitura de Nobres para buscar a viabilização da obra junto à concessionária responsável pela rodovia. O parlamentar também mencionou o apoio do senador Cidinho Santos à reivindicação e afirmou que o próximo passo será dialogar com a concessionária para avançar na concretização do projeto.



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