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Dois suspeitos de coação e ameaça a testemunha de homicídio são presos pela Polícia Civil em Vila Bela

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Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT 

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade, deflagrou na tarde desta quinta-feira (27.01) a ”Operação Custodian” para o cumprimento de quatro mandados judiciais de prisão preventiva e buscas domiciliares. O objetivo é prender suspeitos de ameaçar uma testemunha de um caso de homicídio tentado, ocorrido em setembro do ano passado.

De acordo com as informações apuradas pela Polícia Civil, a testemunha foi ameaçada por pessoas ligadas aos réus, no intuito de amedrontar e fazê-la desistir de testemunhar no processo.

Os dois suspeitos, um de 25 e outro de 27 anos, passaram a ser investigados pelo crime de coação no curso do processo, ameaça e lesão corporal. Com base nas informações reunidas e nos indícios da coação, o delegado de Vila Bela, João Paulo Berté, representou pela prisão preventiva e busca e apreensão domiciliar dos suspeitos.

A ação tem o objetivo de assegurar a instrução processual do crime de homicídio tentado, garantindo a segurança da testemunha e inibindo as condutas delitivas de desencorajar a sua colaboração com a justiça.

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“A coação no curso do processo é uma situação grave e exige uma rápida resposta das autoridades, até mesmo para demonstrar que o Poder Público está para servir e amparar as testemunhas e demais envolvidos em processos”, aponta o delegado.

Os dois suspeitos serão encaminhados ao Centro de Detenção de Pontes e Lacerda.

Fonte: PJC MT

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Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá

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Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.

A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.

De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.

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As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

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