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Mato Grosso abre encontros do Conselho Nacional de Justiça sobre transformação digital do Judiciário

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) recepcionou na tarde desta segunda-feira (25) uma comitiva do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), abrindo uma série de visitas promovida pelo Conselho com o intuito de apresentar soluções tecnológicas e planos de ação para integrar os tribunais ao Programa Justiça 4.0 e à Plataforma Digital do Poder Judiciário brasileiro (PDPJ).
 
A reunião de trabalho do “Encontro local do Programa Justiça 4.0 e PDPJ” foi coordenada pelo CNJ. A presidente do Poder Judiciário, desembargadora Maria Helena Póvoas abriu o evento dando boas-vindas aos visitantes e agradecendo a tratamento dado pelo CNJ ao TJMT. “É sempre um prazer receber o CNJ, partilhando este trabalho e compartilhando experiências”.
 
“Este é um momento de júbilo no qual somos convidados a demostrar onde já avançamos e quais os nossos próximos passos para levar a logro a parceria com o CNJ para o desenvolvimento do Programa Justiça 4.0. Que Deus nos ilumine para sairmos desta reunião devidamente fortalecidos”, completou o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira.
 
O secretário especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica do CNJ, Marcus Lívio Gomes, conduziu a reunião de trabalho e destacou que o Poder Judiciário mato-grossense é um tribunal modelo. “Estivemos juntos por conta do Programa Fazendo Justiça há poucos meses e voltamos hoje por um único motivo: o TJMT é um tribunal modelo nos cumprimentos dos atos e nas premiações que o CNJ organiza. O lema do ministro Luiz Fux é agregar. É neste espírito, o TJMT é um grande parceiro do CNJ, por isso sempre escolhido para lançamentos de projetos novos. Contamos mais uma vez com este tribunal para avançarmos no Programa Justiça 4.0”, declarou.
 
O juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Fábio Ribeiro Porto, explicou que o principal objetivo de visitas como a feita ao TJMT nesta segunda-feira é mostrar que o Conselho está de mãos dadas com a Justiça Estadual. “Trabalhamos de forma colaborativa com os tribunais em prol do Judiciário e o projeto tem a visão de transformar o Judiciário em uma efetiva Justiça, que é prestada de forma célere, eficaz e diferente da que vem sendo prestada há milênios”, analisou.
 
“Hoje vivenciamos o que se chama de Quarta Revolução Industrial com uma gama de oportunidades que antes não existia garantidas pela tecnologia. A sociedade se acostumou a ter tudo na palma da mão, são aplicativos de comidas, serviços, lazer e o Judiciário precisa estar inserido nesse contexto, impulsionado pelo momento pandêmico que ainda estamos vivendo”, disse Fábio Ribeiro Porto ao defender a transformação digital do Poder Judiciário.
 
O juiz auxiliar da Presidência do CNJ revelou ainda que a intenção do CNJ é a unificar todos os sistemas usados pelos Tribunais com a Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ). “A plataforma terá uma cara única em todo o Brasil, centralizando todas as informações que o cidadão e a cidadão busca no Judiciário, de forma pública. Tornando esse novo modelo amigável, mais fácil para ele ou ela compreender e se adequar a esta evolução pela qual o Judiciário está passando”, concluiu.
 
O encontro ocorreu no Plenário 1 do TJMT, em Cuiabá, que contou com o prestigio dos juízes auxiliares da Presidência do TJMT ( Adriana Coningham, Paulo Márcio de Carvalho e Rodrigo Curvo), da Corregedoria-Geral da Justiça (Emerson Cajango, João Thiago Guerra e Christiane da Costa Marques Neves).
 
O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-23ª Região), desembargador Paulo Roberto Barros Barrionuevo, também participou do Encontro. Pelo dispositivo virtual, a vice-presidente do Poder Judiciário mato-grossense, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, prestigiou a reunião acompanhada pelo juiz auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, representando o presidente do órgão, desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha e os juiz auxiliares Alexandre Libonati de Abreu (Presidência do CNJ), Michelle Trombini Saliba (TRT – 23ª Região) e Antônio Peleja Júnior (Corregedoria do TRE-MT).
O Programa Justiça 4.0 é uma parceria entre o CNJ, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Conselho da Justiça Federal (CJF) para promover o acesso à Justiça e aperfeiçoar a prestação de serviços do Judiciário por meio da inovação.
 
Alcione dos Anjos/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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