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juízes e juízes tomam posse no TJMT e se emocionam em cerimônia após anos de dedicação aos estudos

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Os 25 novos juízes e juízas que vêm reforçar o Poder Judiciário de Mato Grosso tomaram posse nesta sexta-feira (21). A cerimônia de posse ocorreu de forma híbrida na sede o Palácio da Justiça com parte das autoridades por videoconferência.
 
Apesar do distanciamento social para evitar o contágio da Covid-19, os novos ingressantes na magistratura não esconderam a emoção na posse que representa anos de estudos e renúncias na vida pessoal com o objetivo de conquistar a aprovação em concurso.
 
Entre eles, Jonatan Moraes Ferreira Pinho, 37 anos, que define sua historia como de “dedicação, resiliência, trabalho e perseverança”. Natural de São Paulo, destaca que é o magistrado deve estar “conectado com os problemas sociais do estado, trazer dignidade e respeito às pessoas”.
 
Jonatan conta ser o primeiro da família que chegou ao ensino superior e se formou em 2009. “Não só meu núcleo familiar, mãe e irmãos, como também agregados, primos, tios, avós.
 
Sou o primeiro, é algo sempre gostei. Via filmes de júri e gostava, me identificava. Na faculdade, a gente percebe que o direito é muito amplo”, diz.
 
Ao longo de 10 anos, a dedicação aos estudos não era exclusiva, pois conciliava com as demais atividades profissionais. Mas foi durante essa trajetória que a ideia de ser um magistrado foi amadurecida. Por morar em um grande centro urbano, relata que os estudos tiveram custo elevado, pois precisava locar um espaço para estudar em uma cabine de estudos para onde ia à noite, após sair do trabalho.
 
“Tenho uma origem humilde, estudei em escola pública e tenho a honra de ser filho de uma mulher que é copeira. Consegui uma bolsa de estudos pelo Prouni para me formar e, durante todo o período em que estudei, tinha a convicção de ingressar no serviço público. Terminei a faculdade e fiz concurso para analista do MP e ali comecei”, destaca.
 
Formada em Cuiabá, Amanda Pereira Leite Dias, conta que teve a experiência de assessorar magistrados. Mas um ano depois da conclusão do curso de Direito, passou a se dedicar exclusivamente para os concursos e a rotina durou 7 anos até a aprovação. A decisão de ser magistrada foi antes mesmo de chegar à faculdade.
 
“O magistrado deve estar atento à sociedade e às mudanças que nela ocorrem. Mas jurisdicionar não é lidar apenas com a parte jurídica da história. Seremos gestores de fórum, iremos lidar com todos os funcionários e precisamos saber lidar”, explica.
 
Amanda lembra que o grupo de 25 juízes e juízas assumem os cargos em um ano eleitoral, além da pandemia e que sabem ser necessário fazer adaptações para conciliar o novo modo de trabalho que a pandemia trouxe.
 
“É importante ter em mente que o magistrado não pode ceder a pressões sociais. Precisamos estar alheios a isso para aplicar a Constituição e a lei ao caso que nos é posto. Dessa forma, não tem como se preocupar com a pressão da mídia ou as redes sociais que tem julgadores da sociedade. Estaremos alheios a isso para atuar com imparcialidade”, avalia.
 
Fernanda Mayumi Kobayashi, juíza empossada aos 30 anos, conta que, ao concluir a graduação advogou por dois anos e ainda foi mediadora judicial e extrajudicial. Só após esse período começou os estudos para concurso de forma mais focada, sendo ao menos 4 anos de dedicação para chegar à magistratura. “No início me dedicava, exclusivamente, aos estudos, mas ingressei como analista no Ministério Público em São Paulo e passei a conciliar o trabalho com estudos”, explica.
 
Ela reconhece que embora a realidade de MT seja diferente daquela do seu estado de origem, já está preparada, pois o processo do concurso em si a preparou.
“É um estado que admiro muito, não só por ter familiares aqui, mas por todo o histórico no tratamento aos servidores, o próprio Tribunal de Justiça, que admiro muito. Todos nos preparamos para essa realidade e, evidente, que no dia após dia percebemos os desafios. Eu me sinto preparada e com vontade de atender à população”, conclui.
 
Veja outras fotos da cerimônia em nosso Flickr
 
Leia outras matérias sobre a posse.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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