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Diretores de escolas de Várzea Grande são homenageados na Assembleia Legislativa

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A Assembleia Legislativa homenageou com Moção de Congratulação, os novos diretores da rede municipal de Ensino de Várzea Grande, triênio 2020-2022, nesta segunda-feira (22), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

A indicação para a homenagem foi do deputado Eduardo Botelho, que foi professor e destacou o trabalho desenvolvido por esses profissionais que contribuem com a Educação e, consequentemente, ajudam a construir uma sociedade melhor.

“A educação é transformadora, modifica a vida das pessoas, retira da condição de pobreza, da violência. A escola é fundamental para tudo isso. Os diretores, sem dúvida nenhuma, a participação e o engajamento deles na vida de cada um, vai fazer o diferencial para os alunos. Trabalhei em tudo quanto foi lugar, mas foi na escola que me trouxe a realização”, disse Botelho, ao discursar que deseja iguais oportunidades a todos para a melhoria do ensino, da pesquisa e da extensão. “De nada valeria a luta pela escola pública gratuita sem que nela não se viabilizasse à formação do cidadão para a democracia”, afirmou Botelho.

O deputado citou que, por meio da educação, baseada na cidadania, é possível mudar o mundo, através do combate à desigualdade social; do estimulo à sustentabilidade, da promoção dos direitos humanos e da diminuição da violência.

O secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Silvio Fidelis destacou que atualmente a rede municipal de Várzea Grande atende cerca de 29 mil alunos em 85 escolas municipais e agradeceu a iniciativa do deputado Eduardo Botelho. “A homenagem foi excelente. Uma motivação a mais para os nossos gestores de Várzea Grande que estão na linha de frente da Educação. Esse reconhecimento faz com que realmente o trabalho seja diferenciado. Parabéns ao deputado pela iniciativa e à Assembleia Legislativa”.

A diretora Eva de Paulo Vieira Santos do CMEI PROFª. JAYR LUIZA DE CAMPOS UNTAR, presidente do Conselho Municipal de Educação e vice-presidente UNCME, discursou em nome dos agraciados. “Uma homenagem merecida, quero agradecer o reconhecimento, pois nessa manhã somos a luz que brilha”, disse a diretora, ao citar uma passagem da Bíblia Sagrada e agradecer as homenagens aos diretores.

Também participaram da sessão os deputados Wilson Santos (PSDB) e Janaina Riva (MDB).

HOMENAGEADOS:

Adair Maria Moraes De Oliveira – Emeb Profª. Maria Das Graças Pinto

Adnair De Oliveira Pacheco – Cmei Nossa Senhora Da Guia

Alessandra Marques De Assunção Semler – Emeb Aristides Pompeo De Campos

Ana Alice Da Silva E Silva – Emeb Antonio Joaquim De Arruda

Ana Cristina Da Silva Cassim – Cmei Antônio Noberto De Barros Correa Filho

Andreia Cristina Ferraz De Souza – Emeb Faustino Antonio Da Silva

Angela Maria Santana – Emeb Profª. Eliza Maria Da Silva

Aquibenes Santos Dos Reis – Emeb Profª. Libia Da Costa Rondon

Ariane De Oliveira Inácio – Cmei São Domingos Sávio

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Athair Da Silva Tavares – Emeb Profª. Lucia Leite Rodrigues

Carla Leticia Oliveira Borges – Cmei Sen. Jonas Pinheiro

Carlos Roberto De Oliveira – Emeb Ver. Zeno De Oliveira

Claudia Aguiar De Souza – Emeb Air Addor

Cleiner Rodrigues Da Silva – Emeb David Mayer

Creuzeni Borges Silva – Cmei Profª. Eleuza Maria De Souza Santos

Daluza Benedita De Arruda – Emeb Júlio Correa

Debora Gomes Do Rosario Mesquita – Cmei Wilson Sodre Farias

Denilza Luiza De Arruda – Cmei Ana Isabel Moreira Da Silva

Diane Cristina Dias Assunção – Emeb Prof. Antonio Salustio Areias

Edézia Domingas Amorim Curado – Emeb Nair De Oliveira Correa

Edna Alves Da Silva – Emeb Armindo De Arruda Campos

Edna Rodrigues Paraguassu – Emeb Eunice Cesar De Mello

Eliane Winck – Emeb Profª. Maria Barbosa Martins

Elni Maria Santana Monteiro – Emeb Profª. Rita Auxiliadora De Campos Cunha

Erly Gonçalves De Campos – Emeb Antonio Lino De Campos

Estela Leite Maciel Ribeiro – Emeb Dr. João Ponce De Arruda

Eunice Da Silva Araujo – Emeb Bianka Lorena Da Rocha Capilé

Eurenice Alves Da Silva – Emeb Ruth Martins Santana

Eva De Paulo Vieira Santos – Cmei Profª. Jayr Luiza De Campos Untar

Eva Izabel Da Costa – Emeb Profª. Euraide De Paula

Evanir Mendes Da Costa Cruz – Cmei Manoel Rosa De Figueiredo

Francislene De Campos Coelho E Oliveira – Emeb Profª. Angela Jardim Botelho

Gentila Maria Pacheco E Silva – Cmei Izabel Antunes De Campos

Geralda Silva Castro Da Costa – Cmei Aurelia Correa De Almeida

Gilmaira Cristiane Campos Oliveira – Emeb Benedita Bernardina Curvo

Gilmar Mussa De Moraes – Emeb José Estejo De Campos

Gisela Cristna De Oliveira Nassarden – Emeb Dr. Gabriel Muller

Gisele Cristine De Campos Xavier – Cmei Albella Curvo De Moraes

Gonçalina Martins De Souza – Emeb Ednilson Francisco Kolling

Helena Aparecida Da Silva Souza – Emeb Julio Domingos De Campos

Izabel Conceição Vitalino – Cmei Profª. Lucia Helena De Campos

Jane Marcia De Arruda Pires – Emeb Sra. Dirce Leite De Campos

Janice Jesus Do Nascimento – Cmei Prof. Antônio Amorim De Campos

Joziane Maria Da Silva – Emeb Emanuel Benedito De Arruda

Jucineide Da Silva – Emeb Dr. Gabriel Muller

Jurema Aparecida De Figueiredo Costa – Cmei Joanita Benedita Teixeira Da Costa Campos

Laryssa Correia Alves – Cmei José Mendonça

Leidiane Benedita Evangelista Oliveira – Emeb Apolônio Frutuoso Da Silva

Lilia Gonçalves Da Silva – Emeb Napoleão José Da Costa

Loracil Cezarino De Campos – In Memoriam – Emeb Ten. Abilio Da Silva Moraes

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Loramil Maria De Campos Magalhães – Emeb Profª. Maria Pedrosa De Miranda

Marcia Rodrigues Macedo – Emeb Alino Ferreira Magalhães

Mari Nei De Almeida – Emeb Antônia Felipa De Campos Martins

Maria Aparecida Oliveira – Cmei Caetano Da Costa “Vô Caetano”

Maria De Fátima Ferreira De Santana – Emeb Prof. Lenine De Campos Póvoas

Marilene Maria Da Silva – Emeb Honorato Pedroso De Barros

Marli Tomaz De Arruda – Cmei Prof. Edson Reveles Pereeira

Monica Regina Xavier De Oliveira – Emeb Elias Domingos

Nazareth Batista De Oliveira Amaral – Cmei Miguelina Da Campos E Silva

Nelma De Oliveira Neres – Cmei Profª. Jayr Luiza De Campos Untar

Nilza Raquel De Oliveira – Emeb Profª. Juvenília Monteiro De Oliveira

Nischelle Maria Pinheiro Das Flores E Andrade – Emeb Luiz Reveles Pereira

Regina Maria Moreira Gozzi – Emeb Ten. Waldemiro Delgado Bertulio

Rosalina Costa Santos – Emeb Benedito Abraão Nassarden

Rosana Domingas Da Silva – Cmei Nair Sacre

Roseane Maria Costa – Emeb Prof. Paulo Freire

Rosecler Sousa Nogueira ¬- Emeb Pe. Luis Maria Ghisoni

Rosimeire Ferreira Pereira – Emeb Ana Rosa Da Silva

Rosinete Celia Peixoto – Emeb Profª. Salvelina Ferreira Da Silva

Rozilene Barros Vieira – Emeb Joaquim Da Cruz Coelho

Sandra De Souza Pereira – Cmei Mariana Rodrigues De Azevedo

Sandra Maria Dos Santos Borelli – Emeb Antonio Gomes Da Cruz

Sandra Virginia Santana Bueno – Emeb Jaime Veríssimo De Campos Junior – Jaiminho

Sarah Jane De Campos – Emeb Dep. Ary Leite De Campos

Selcilene Gonçalves De Oliveira Silva – Emebgonçalo Domingos De Campos – Caic

Shirley Da Silva Pereira Faustino – Cmei Manoel Antonio

Sidnei Roberto De Souza – Emeb Mario Antunes De Almeida

Silmara De Paula E Silva – Emeb Mamed Untar

Silvana Paula De Moraes – Emeb Ana Francisca De Barros

Telma Gonçalina Curvo Almeida – Cmei Isabel Pinto De Campos

Tereza De Oliveira Hubner – Emeb Profª. Marilce Benedita De Arruda

Uilma Pereira Dos Santos Tenório – Emeb Profª. Maria Joana Da Silva Almeida

Vanildes Barbosa Costa E Silva – Emeb Manoel João Arruda

Vera Lucia Viana Da Silva Paes – Emeb Profª. Irenice Godoy De Campos E Silva

Vilma Auxiliadora De Souza Silva – Emeb Maria De Lourdes Toledo Areias

Willian Da Silva Assunção – Emeb Ten. Abilio Da Silva Moraes

Zilda Braga De Oliveira – Emeb Ver. Estevão Ferreira Da Cunha

Zildisnety Lemes Da Silva Maria – Cmei Caetano Da Costa “Vô Caetano”

(Com informações Assessoria AL-MT)

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Livro de professora da Rede Municipal de Várzea Grande é tema de reportagem do Jornal Gazeta

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O jornal A Gazeta, em sua edição de domingo, 23 de janeiro, publicou uma reportagem sobre o livro “Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios” de autoria da professora Rosana Fátima de Arruda, publicado pela Editora Carlini & Caniato. A obra recebeu recursos da Lei Aldir Blanc e foi lançado durante a realização do IV Seminário de Diversidades e Relações Étnicos-Raciais em novembro de 2021. Na reportagem, a autora conta como foi o trabalho de pesquisa ao longo de sua trajetória pedagógica na Rede Municipal de Várzea Grande que resultou na produção literária.

Segue o texto da reportagem na íntegra:

A professora Rosana Fátima de Arruda, ativista do IMUNE (Instituto de Mulheres Negras) e conselheira do Conselho Municipal Promoção de Igualdade Racial (CMPIR) de Várzea Grande, observou ao longo de mais de duas décadas de trabalho em salas de aula as mais diversas formas de desigualdade racial no ambiente escolar.

Depois de muita pesquisa lançou em 2021 o livro Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios. Rosana conta que, ao refletir sobre a realidade dos alunos negros, percebeu a necessidade de entender as relações sociais que estavam baseadas na cor, no fenótipo.

“Busquei em nível de pós-graduação entender o fato e o que eu poderia fazer para melhorar e o resultado de um dos estudos e ações está posto no livro”, comentou. Rosana atua como professora concursada na Rede Pública Municipal de Várzea Grande há 27 anos. Desde 2009, quando participou de um curso de formação promovido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (NEPRE) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tem se dedicado às pesquisas sobre o assunto.

Naquele ano, a professora lecionava na EMEB “Nair de Oliveira Correa”, no bairro Mappin. “E foi após assumir a coordenação pedagógica que comecei a perceber que o que acontecia com os alunos negros da minha sala se repetia em toda a escola. Os alunos negros reprovavam e eram os mais agressivos ou os mais retraídos. Ou seja, estar na coordenação me oportunizou algumas reorganizações no trabalho escolar que me consumiram a visão particularizada da sala de aula, para uma visão geral da escola”, relatou.

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O envolvimento com alunos e professores possibilitou à pesquisadora fazer comparações e análises mais gerais do desempenho escolar dos alunos da escola. “Cheguei a algumas conclusões. Evasão dos alunos negros: constatei que a grande maioria tinha familiares desempregados, que nos anos finais havia mais meninas que nos anos iniciais e que a maioria dos alunos agressivos e repetentes eram negros. O histórico familiar oscilava entre morar com avós, tios, pais separados ou não, mas todos tinham a violência como algo em comum”, relatou.

Na análise da professora, os paradigmas e desafios deveriam romper com a prática do negacionismo do racismo, de que vivemos numa democracia racial, de que todos temos as mesmas oportunidades e que o sucesso é marcado pela meritocracia. “É preciso entender e compreender que o racismo (podendo ser manifestado como preconceito, discriminação direta ou indireta, ou até como injuria racial) está presente na vida cotidiana”, alerta Rosana continua: “é preciso educar o nosso olhar para identificar nas nossas relações sociais as relações conflituosas e tensas baseadas na cor e intervir.

Para essas intervenções chamamos de educação para as relações étnico-raciais. Dessa forma garantimos o direito da igualdade racial na educação, saúde, política, esporte, lazer, enfim, porém atrelado a isso, é preciso também considerar as políticas equitativas. As políticas equitativas são os programas, ações que vão dar suporte aos estudantes na correção, justiça no acesso e/ou permanência dos direitos garantido”.

Ter o conhecimento e consciência de que o racismo é estruturante e o combate no campo educacional é a educação das relações étnico-raciais a incentivou a continuar a pesquisa. “Mobilizei a escola para propor algumas mudanças no currículo escolar, então criei um grupo de teatro que aos finais de semana eu os atendia trabalhando algumas técnicas de socialização e respeito. Convidei palestrantes, pessoas especialistas que trabalhavam no Projeto Fortalecer da Promotoria de Justiça (projeto criado para diminuir as faltas das crianças na escola) para palestrar aos pais da escola.

Ainda propus à escola uma rediscussão dos temas a ser abordado e sugeri que um bimestre fosse trabalhado a questão racial e que um dos temas da sala do professor fosse direcionado para esse foco”, contou. Segundo ela, a princípio foi bem aceita entre os professores, porém, com a proximidade do desenvolvimento do tema algumas colocações começaram a surgir: Vamos falar só sobre negros? Como valorizar e fazer as crianças se aceitarem como negras? Como enfocar o candomblé, se uma grande parcela dos alunos é cristã? Hoje o que caracteriza uma pessoa como negra: a cor da pele ou ascendência? “São questionamentos que me incomodaram e que superei com estudos, reflexões e práticas coerentes”.

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Hoje já há uma grande produção de material literário e didático que dá suporte à prática pedagógica antirracista. Para tanto é preciso uma mudança do comportamento, atitude e ações do professor frente aos desafios de introduzir no curricular o ensino das influências e contribuições do povo negro e indígena em paralelo aos conhecimentos europeus já estabelecido, defendeu.

Atualmente, Rosana trabalha com formação continuada de professores na área de ciências humanas (anos iniciais e finais), tendo como temática: “BNCC e a diversidade étnicoracial”. “Desenvolvo na prática o que ensino, pois, também atuo na EJA, e diariamente trabalho com a desconstrução das relações sociais marcadas pelo racismo ao incluir na prática pedagógica a Educação das relações étnico-raciais e saberes e conhecimentos ligados a conteúdo da história e cultura afro-brasileiros, indígenas e africanos”, disse.

O objetivo dos cursos é preparar o professor para atuar com as diferentes etnias presentes nas escolas municipais. Os professores e coordenadores têm atuado na inclusão de alunos de diferentes nacionalidades. “Posso citar a inclusão de uma estudante haitiana que foi alfabetizada numa escola do município, ela era a tradutora do português para a sua mãe. Outra experiência, foi a participação do aluno boliviano no atendimento da escola em tempo integrado (ETA), enfim, são muitos as boas práticas em educação étnico-racial e a formação é essencial”, diz.

O livro “Educação Para as Relações Étnico-Raciais: Paradigmas e Desafios” contou com recursos da Lei Aldir Blanc por meio do edital Nascentes e foi distribuído em todos os estabelecimentos escolares (municipal e estadual) de Várzea Grande, às bibliotecas e universidades. O livro possui uma linguagem acessível, conceitos sobre o fenômeno do racismo, estratégias de práticas antirracistas para fazer parte do PPP e os caminhos que os municípios podem tomar para estabelecer políticas públicas e fortalecer o currículo escolar.

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