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STF pode rever penas aplicadas aos condenados do 8 de janeiro, diz Moro

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (18), o senador Sergio Moro (União-PR) questionou as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O parlamentar afirmou que, embora os ataques a prédios públicos sejam condenáveis, as punições determinadas pela Corte foram desproporcionais e necessitam de revisão.

— Nenhum agente político concordou com aquelas ações violentas. E ali havia uma oportunidade de o Supremo dar uma resposta para aqueles fatos, que era necessária, mas temos que admitir que, infelizmente, com as penas que têm sido fixadas nesses processos, nessas condenações, com o entendimento que o Supremo tem feito, errou a mão, simplesmente errou a mão. Isso gera uma situação de intranquilidade dentro do país inteiro — afirmou.

Na avaliação do senador, que é ex-juiz e ex-ministro da Justiça, as penas aplicadas superam aquelas determinadas para crimes como homicídio e tráfico de drogas. Entre os problemas destacados, Moro mencionou o longo período de prisão preventiva para alguns réus, a falta de proporcionalidade nas condenações e a soma de penas por crimes que, segundo ele, deveriam ser tratados como um único delito. Como alternativa, o parlamentar sugeriu que o próprio STF reavalie os casos pendentes e estabeleça um novo entendimento sobre as condenações já proferidas.

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Sérgio Moro também mencionou o Projeto de Lei (PL) 2.819/2024, de sua autoria, que propõe unificar penas nos casos de condenação simultânea pelos crimes de abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado. O objetivo, segundo ele, é evitar sentenças exacerbadas. Moro defendeu que o Congresso deve debater uma anistia para os condenados e reiterou sua posição em favor de penas mais brandas.

— Já que vários desses indivíduos estão presos preventivamente há mais de dois anos, agora seria o momento para uma anistia completa, geral e irrestrita para os manifestantes do 8 de janeiro. Mas, enquanto isso não acontecer, uma redução das penas, seja pelo próprio Supremo, seja por uma mudança da legislação, seria extremamente bem-vinda — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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André Janones é internado na UTI por problema cardíaco após debate da Band

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Odeputado federal André Janones (Rede-MG), de 42 anos, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (19), após apresentar um quadro de arritmia cardíaca e falta de ar. A internação ocorreu poucas horas depois do debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Rede Bandeirantes na noite de domingo (18).

A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles. Segundo os relatos publicados, Janones apresentou alterações no ritmo dos batimentos cardíacos e precisou receber atendimento médico especializado.

O parlamentar deu entrada no hospital por volta das 2h da madrugada. Apesar da necessidade de internação na UTI, as informações divulgadas apontam que seu quadro clínico é estável.

Deputado acompanhou debate presidencial

Aliado do presidente Lula, André Janones acompanhou o debate promovido pela Band e chegou a utilizar suas redes sociais para comentar o confronto entre os candidatos à Presidência da República.

Após o evento, o deputado publicou vídeos direcionados aos seguidores. Em uma das gravações, relatou estar bastante cansado, situação que chamou a atenção após a divulgação de sua internação.

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Janones é conhecido por sua atuação nas redes sociais e pela participação nas campanhas políticas do presidente Lula, especialmente na mobilização de apoiadores por meio de grupos de WhatsApp.

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