POLITÍCA NACIONAL
Na abertura do P20, autoridades cobram soluções conjuntas dos parlamentos para desigualdade e crise climática
POLITÍCA NACIONAL
Na abertura da 10ª Cúpula de Presidentes dos Parlamentos do G20 (P20), nesta quinta-feira (7), a tônica foi a defesa de soluções conjuntas para problemas globais, como fome, desigualdade e crise climática. O evento está sendo realizado no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que assumiu o comando do P20 em outubro do ano passado, na Índia, destacou a responsabilidade dos deputados e senadores em promover medidas que aumentem a presença feminina nas instâncias de poder.
Lira reiterou o compromisso do Legislativo brasileiro com uma pauta verde voltada para a transição energética e para a regulamentação do mercado de carbono.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse estar claro que os problemas globais são de tal magnitude que requerem soluções conjuntas. “Do mesmo modo, as grandes questões da atualidade não podem ser entendidas separadamente”, afirmou.
“Não é possível falar de combate à fome e à pobreza sem falar também de transição energética, das mudanças climáticas e da governança global, pois tudo isso está profundamente conectado”, acrescentou.

Desenvolvimento sustentável
A presidente da União Interparlamentar (UIP), Tulia Ackson, também defendeu ações conjuntas dos países para lidar com problemas transnacionais, como a fome, a desigualdade e a transição ecológica. Na avaliação dela, a população mundial está numa encruzilhada, já que, de acordo com as Nações Unidas, a possibilidade de se alcançar objetivos de desenvolvimento sustentável até 2030 já está ameaçada.
Segundo Tulia Ackson, a pandemia de Covid e a crise ambiental e social levaram 23 milhões de pessoas à pobreza extrema e deixaram 130 milhões de pessoas com fome.
Já a crise climática em 2023 aumentou a vulnerabilidade social e econômica de 1 bilhão de pessoas. Ela reiterou que os parlamentos não podem deixar essa situação continuar e devem se engajar em ações pelo desenvolvimento sustentável.
Igualdade de gênero
A presidente da UIP cobrou o engajamento dos Parlamentos para concretizar os objetivos do desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas. Além disso, defendeu ações de igualdade de gênero para que o desenvolvimento seja mais inclusivo.
Já o presidente da Câmara sugeriu que as próximas presidências do P20 incluam a reunião das mulheres parlamentares como parte da agenda de diplomacia parlamentar.
Neste ano, uma iniciativa inédita reuniu mulheres parlamentares do P20 em Maceió (AL), em julho. Do encontro resultou a “Carta de Alagoas”.
Lira, Pacheco e Tulia Acson também ressaltaram a importância de os Parlamentos monitorarem os governos de seus países, promovendo transparência e criaando um ambiente de paz e estabilidade.
A solenidade também contou com a presença da secretária-geral das Relações exteriores, a embaixadora Embaixadora Maria Laura da Rocha.
Reportagem – Lara Haje e Ralph Machado
Edição – Natalia Doederlein
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência
O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.
Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.
Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.
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