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Humberto Costa alerta para tarifas dos EUA e defende resposta estratégica

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O senador Humberto Costa (PT-PE), em pronunciamento nesta quarta-feira (2), manifestou preocupação com o impacto das novas tarifas comerciais que serão anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. Segundo o parlamentar, as medidas protecionistas adotadas pelo presidente Donald Trump podem prejudicar setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio e a indústria. Ele destacou que as tarifas sobre aço e alumínio, já elevadas para 25%, podem ser ampliadas para outros produtos, como o etanol.

— É a abertura de uma guerra comercial em escala planetária, que mexe com a concertação harmônica que vinha sendo construída pelo mundo. É um tema que transcende os limites da economia e penetra o cerne da soberania nacional, porque nos coloca em posição de responder a ele de forma inteligente e estratégica. Essas medidas protecionistas de Trump, que visam aumentar impostos sobre produtos importados, impactam diretamente o Brasil, o nosso agronegócio, a nossa indústria e, sobretudo, os nossos trabalhadores.

O senador ressaltou que, diante do cenário adverso, o Brasil tem a oportunidade de fortalecer parcerias comerciais com outros países, especialmente com a China, principal parceiro comercial do país. Ele sugeriu ainda o fortalecimento de acordos bilaterais e regionais para reduzir a dependência econômica do país em relação aos Estados Unidos.

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Humberto também comemorou a aprovação pelo Senado do projeto da Lei da Reciprocidade Econômica, que autoriza o governo a adotar contramedidas para reagir a iniciativas que prejudiquem os interesses comerciais brasileiros. Essa matéria segue para análise na Câmara dos Deputados. 

— O projeto de lei da reciprocidade é uma ferramenta de defesa, mas também de afirmação do Brasil como um país que não se dobra diante da intimidação. Sejamos firmes, sejamos justos, sejamos estratégicos, porque o Brasil tem muito a oferecer ao mundo, mas tem, acima de tudo, o dever de proteger o que é seu — declarou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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