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Flávio Arns é o novo presidente da CCT

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O senador Flávio Arns (PSB-PR) foi eleito por aclamação nesta quarta-feira (19) presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) para o biênio 2025-2026. Arns observou que o avanço tecnológico deve servir à evolução social e à melhoria da qualidade de vida da população, com ênfase em setores como educação, saúde e segurança digital. Ele prometeu que a CCT tratará dos temas com “transversalidade”. O novo presidente da CCT também garantiu a participação ativa da sociedade nos trabalhos da comissão.

— Acredito sempre que a união é a força motriz das nossas grandes realizações. Por isso, conto com cada membro deste colegiado para conduzirmos esta missão de forma conjunta, em diálogo permanente com a sociedade civil em favor de políticas públicas que impulsionem com segurança o avanço científico e tecnológico.

Flávio Arns acrescentou que a CCT deve estar atenta ao apoio às pessoas mais vulneráveis, especialmente aquelas com deficiências e doenças raras. Ele associou a construção de uma educação “mais inclusiva e preparada para os desafios do futuro” com a garantia, no curto prazo, de acesso à internet de alta velocidade em todas as escolas públicas, e cobrou a regulamentação da Inteligência Artificial.

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— [Há] modelos de Inteligência Artificial capazes de prever estruturas e proteínas, possibilitando a criação de medicamentos mais baratos. No entanto, também estamos diante dos desafios quanto ao mau uso dessa tecnologia. Por isso, queremos fomentar debates para elaborar legislações que mitiguem seus riscos e garantam que a inteligência artificial seja utilizada de forma ética e responsável.

O senador mencionou a importância do financiamento de pesquisas e infraestrutura tecnológica, e anunciou a solicitação de estudos sobre a questão orçamentária do setor. Arns espera poder receber na CCT a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, para discutir o assunto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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