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Comissão aprova criação de frente parlamentar do Senado contra corrupção

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A Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC) aprovou nesta quarta-feira (13) projeto de resolução que cria no Senado a Frente Parlamentar de Prevenção e Combate à Fraude e à Corrupção (PRS 79/2023). A proposta é do senador Marcos do Val (Podemos-ES), recebeu relatório favorável do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) e segue agora para análise da Comissão Diretora (CDIR).

Segundo o projeto, a Frente poderá ter a participação de senadores e de deputados federais. Ela terá o objetivo de estudar e propor medidas que busquem prevenir e combater a fraude e a corrupção no Brasil. Entre as atividades que a Frete vai promover estarão visitas parlamentares, audiências públicas, análises técnicas, acompanhamento da tramitação de propostas legislativas e intercâmbio de informações com órgãos de segurança pública, especialmente a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.

Para defender a criação da frente, o senador Marcos do Val citou estudo de 2022 da Transparência Internacional segundo o qual a nota do Brasil no Índice de Percepções de Corrupção (IPC) é baixa. Em um ranking de 180 países, o Brasil está em 94º, empatado com Argentina, Etiópia, Marrocos e Tanzânia.

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“O IPC mostra que o Brasil teve uma década perdida no combate à corrupção, tendo caído cinco pontos e vinte e cinco posições no ranking desde 2012”, alertou o senador.

A versão original do projeto previa a criação de um grupo parlamentar. O relator, Styvenson Valentim propôs trocar a nomenclatura para aperfeiçoar a técnica legislativa.

O projeto de resolução agora será analisado pela Comissão Diretora, composta pelos membros titulares da Mesa do Senado. Se aprovado lá, ele vai para votação no Plenário e, em caso de aprovação definitiva, será promulgado pela Presidência do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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