POLÍCIA
Tenente-coronel Hender Ulisses da Silva assume comando do 24º Batalhão da Polícia Militar em Cuiabá
POLÍCIA
O novo comandante do 24º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Hender Ulisses da Silva, assumiu sua função em solenidade de transmissão de comando, realizada na manhã desta quinta-feira (10.02), em Cuiabá. O tenente-coronel Óttoni César Castro Soares transmitiu a função de comandante do Batalhão.
Após passar um ano comandando a unidade, o tenente-coronel Óttoni passa a se dedicar totalmente ao comando do 6º Comando Regional, sediado na cidade de Cáceres. Em seu discurso de despedida, agradeceu a todo o apoio dos policiais militares do batalhão e a comunidade atendida pelo 24º BPM, e celebrou a redução dos principais índices criminais no período em que comandou a unidade, como a diminuição em 57% dos casos de homicídios e 40% de redução dos casos de violência doméstica.
“Agradeço a Deus, por permitir que eu esteja aqui, a toda a minha família, ao comandante-geral da PM, Jonildo José de Assis, a tropa do 24º Batalhão e a todos aqueles que acreditaram em nossas ideias e projetos”, agradeceu o tenente-coronel, que também desejou sucesso ao novo comandante da unidade.
O comandante de Estado-Maior Geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Wilker Soares Sodré, que presidiu a solenidade, agradeceu ao tenente-coronel Óttoni pelo serviço prestado à frente do comando do 24º BPM e deu boas-vindas ao tenente-coronel Hender, desejando sucesso ao novo comandante do Batalhão.
O tenente-coronel Hender Ulisses da Silva, tem 44 anos de idade, sendo 25 deles dedicados à Polícia Militar e assume o comando do 24º BPM, após cinco anos à frente da 6º Companhia Independente da PM, em Poconé. O tenente-coronel graduou-se no Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Academia Costa Verde, em 1999, e possui especialização em “Política Estratégica e Desenvolvimento Regional”, no ano de 2019. Além de comandar a 6º Cia Independente da PM, também esteve à frente da 8º Companhia Independente da PM, em Campo Verde, no ano de 2015.
POLÍCIA
Ex-secretária e empresários são alvos de investigação sobre contratos públicos em Livramento
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na última quinta-feira (15), a Operação Legado para desarticular o núcleo financeiro de um esquema criminoso que causou prejuízos ao município de Nossa Senhora do Livramento.
Na operação, são cumpridas 30 ordens judiciais expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
Uma pessoa jurídica e cinco pessoas físicas são alvos dos mandados. Entre elas, estão uma ex-secretária municipal, empresários, pessoas apontadas como laranjas e uma empresa utilizada para a operação financeira do esquema. O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio de aproximadamente 30 policiais das delegacias da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil.
A operação é um desdobramento da Operação Liberatio, deflagrada em 2024 pelo Núcleo de Ação de Competência Originária, do Ministério Público de Mato Grosso (NACO/MP-MT), que, na ocasião, teve como alvos o então prefeito e alguns secretários.
Em continuidade aos trabalhos, foi instaurada uma investigação na Deccor para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro associada aos crimes de peculato, corrupção passiva e organização criminosa, na gestão municipal anterior.
Os trabalhos buscam apurar o caminho percorrido pelo dinheiro que teria sido desviado de dois contratos firmados, à época, pela Prefeitura de Nossa Senhora do Livramento: um deles com um posto de combustíveis, cujo objeto era o abastecimento da frota de veículos oficiais da cidade; e outro com uma construtora responsável pela reforma de pontes de madeira em Nossa Senhora do Livramento.
No período investigado, foram constatadas movimentações de mais de R$ 90 milhões nas contas bancárias dos alvos, incluindo as de uma pessoa que já havia falecido à época das operações financeiras.
Essa pessoa era mãe do proprietário do posto de combustíveis e também avó da proprietária da empresa de construção civil que teria sido beneficiada, de forma atípica, com valores provenientes do posto de combustíveis.
Ordens judiciais
Com base nas investigações, foi solicitada a expedição de mandados contra os investigados, com o objetivo de aprofundar as apurações, arrecadar novos elementos de prova e identificar outros possíveis envolvidos.
Entre as ordens judiciais estão sete mandados de busca e apreensão e seis ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.
Há também uma ordem de proibição de licitar e contratar com o Poder Público, especialmente com o município de Nossa Senhora do Livramento, direcionada à empresa investigada nesta fase.
Foi determinado o bloqueio inicial de R$ 15,8 milhões nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de dois veículos, uma motocicleta e um caminhão.
Além disso, foi determinada a expedição de ordens às instituições financeiras com as quais a pessoa falecida mantinha relacionamento, para que impeçam a reativação ou a utilização indevida da conta por terceiros, inclusive por pessoas que detenham poderes de representação.
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