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Sete envolvidos na morte de jovem em Jauru têm prisões e internações cumpridas pela Polícia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Jauru, no oeste do estado, cumpriu neste sábado (04.06) sete mandados de prisão e de internação contra os envolvidos na tortura e homicídio que vitimaram o jovem João Felipe dos Santos Bogea, de 23 anos.

Com apoio das Delegacias de Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Araputanga e Colniza, a equipe deu cumprimento aos mandados contra cinco adultos, que tiveram a prisão preventiva decretada, e dois adolescentes que foram internados provisoriamente em unidade do Sistema Socioeducativo. As prisões e os mandados de internação foram cumpridos nas cidades de Jauru e Araputanga.

Durante os cumprimentos das ordens judiciais, as equipes policiais apreenderam uma arma de fogo calibre 38, entorpecentes e vários celulares.

Os envolvidos são investigados pelos crimes de tortura, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e organização criminosa.

Desaparecimento

João Felipe Bogea era natural do estado do Maranhão e estava trabalhando em uma empresa de Jauru. Ele desapareceu na noite do dia 06 de fevereiro deste ano, quando um grupo de pessoas raptou a vítima no alojamento da empresa.

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Desde o registro do desaparecimento, a Delegacia de Polícia de Jauru efetuou inúmeras diligências para chegar ao paradeiro da vítima.

No início de abril, a Polícia Civil realizou a primeira fase da Operação Raptus,  cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e reuniu informações que possibilitaram a identificação dos responsáveis pela tortura, homicídio e ocultação do cadáver da vítima.

As investigações continuam para esclarecer outras informações necessárias à conclusão do inquérito.

O delegado regional de Pontes e Lacerda, Marcos Lyra, explica que a vítima ainda não foi encontrada, mas a Polícia Civil já tem informações do provável local onde o corpo de João Felipe foi ocultado.

Fonte: PJC MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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