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Sesp entrega pistolas Glock para unidades especializadas da PM em Cuiabá

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) e o Comando Geral da Polícia Militar entregaram, nesta terça-feira (06.06), pistolas .9mm para reforçar o policiamento cotidiano do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Tribunal de Contas.

Ao todo, foram 288 armas da fabricante Glock, uma das melhores do mundo. O Gaeco recebeu 29 pistolas, o Tribunal de Contas do Estado, 44, o Gefron recebeu 150 e o Ciopaer, 65. O armamento faz parte do conjunto de 6 mil pistolas que serão entregues a todos agentes de Mato Grosso para que o policial tenha sua própria pistola de cautela permanente, para desempenhar o trabalho na Instituição.

“Cada um de nós cuidará do próprio armamento, com uma arma moderna em nível de mundo. Teremos um cuidado especial, cada um com seu equipamento. Não só as pistolas, entregamos fuzis para as forças especializadas e para os comandos regionais do interior do estado. Foram fuzis, espingardas 12, chegando em todos os municípios e todas unidades da Polícia Militar, seja qual distância for”, ressaltou o secretário de Segurança Pública, coronel César Augusto Roveri.

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O comandante-geral da PM, coronel Alexandre Mendes, lembrou os problemas enfrentados pelos policiais em gestões anteriores e destacou o planejamento atual do Governo do Estado.

“Em anos anteriores, cinco ou seis anos atrás, tínhamos viaturas paradas por falta de equipamento de locação. Não tínhamos combustível, manutenção de viatura, e alguns policiais tiveram que pagar por munição para efetuar o treinamento de curso. Nessa atual gestão, o governador tem pensado muito em planejamento e adquirimos 900 mil munições 9.mm para toda a Polícia Militar, 720 espingardas benelli calibre .12, e ainda falta chegar mais 360. Já adquirimos munição antimotim para serem utilizadas nas espingardas, 300 fuzis blackout 300, da Tauros, e já distribuímos para a Força Tática. Para o Bope, adquirimos fuzis Sig Sauer, que já estão em uso, ou seja, estamos investindo na Segurança Pública”.

Também acompanharam o evento de entrega o senador Jayme Campos, coronel Vitor Fortes Pereira, coordenador militar do TCE, coronel Paulo César da Silva, coordenador militar do Gaeco, tenente-coronel Ernesto Xavier Lima Júnior, coordenador do Cioper, tenente-coronel Manoel BugalhoNeto, comandante do Gefron, coronel Wilker Sodré, subchefe de Estado Maior, coronel Antônio Gilvan de Souza, comandante de policiamento especializado, coronel Cláudio Fernando Carneira, secretário-adjunto de Integração Operacional, Delwison Sebastião Maia da Cruz, coronel da reserva remunerada, e João Batista, coordenador-ajunto do Gaeco.

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Modernização
Nesta semana, os Comandos Regionais de Peixoto de Azevedo e Nova Mutum também receberam 330 pistolas calibre .9mm e quatro fuzis novos. No mês de maio, o Governo de Mato Grosso entregou 2,6 mil pistolas aos 1º e 2º Comandos Regionais, de Cuiabá e Várzea Grande, respectivamente, 300 pistolas para o 6º CR, situado em Cáceres, 147 pistolas para o 12º CR, em Pontes e Lacerda, 126 para o 10º CR, em Vila Riva, e 196 para atender o 13º CR, em Água Boa.

Fonte: PM MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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